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Edição 1 725 - 7 de novembro de 2001
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A origem da dor no peito

Parece, mas não é. No Hospital Copa D'Or, um dos centros de excelência médica no Rio de Janeiro, de cada dez pacientes que chegam reclamando de dor no peito sete não têm nenhuma doença do coração. Segundo Mauricio Bungerd Forneiro, coordenador de emergência, uma pneumonia, por exemplo, pode ser confundida com um infarto. Para fazer uma triagem com precisão, o hospital carioca criou uma unidade de dor torácica separada da ala de emergência geral. Além dos exames de praxe de diagnóstico da lesão cardíaca, como análise de sangue, eco e eletrocardiograma, a unidade oferece tranqüilidade ao paciente e ao médico. "Um ambiente calmo, sem a agitação da emergência, ajuda muito", explica Bungerd.

 

Discuta com seu médico

No rastro de tumores – O Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo, começou a usar um aparelho de diagnósticos por imagem conhecido como tomografia por emissão de pósitron (PET). Fabricado pela GE em Israel, é capaz de localizar um tumor no organismo e identificar se ele é ou não maligno. Injeta-se no paciente um líquido semelhante à glicose, contendo flúor radioativo. "Um tumor maligno em atividade consome muita glicose", explica o médico Eduardo Lima. Dessa forma, fica visível ao rastreamento do tomógrafo.

Lesões de pele – Também tem nome complicado outra tecnologia de ponta, empregada no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer e na Universidade Federal de São Paulo. É o videodermatoscópio, uma filmadora-microscópio que capta imagens de pele para ser analisadas por um programa de computador. Os danos são classificados com base em características como diâmetro, forma e bordas, o que permite uma avaliação mais objetiva.

 

BOA NOTÍCIA

Stress faz bem

Seu chefe vai ficar feliz. Realizar tarefa estressante, como cumprir prazos de um trabalho sob pressão, pode fortalecer o sistema imunológico. A conclusão está numa pesquisa na revista Psychophysiology, que avaliou voluntários em situações de stress. Uma delas consistia em decorar algo e fazer um teste de doze minutos. Resultado: houve aumento de imunoglobulina, substância de defesa do organismo.

 

MÁ NOTÍCIA

Ameaça da asma

Um estudo liderado pelo professor de clínica geral Milton de Arruda Martins, da Universidade de São Paulo, analisou 25 casos de morte por asma. A maioria dos pacientes utilizava remédios errados e vários nem sequer tinham acompanhamento médico. O uso da medicação apropriada poderia ter prevenido grande parte das fatalidades.

 

Desvio de coluna em crianças

Marcelo Kura


As fisioterapeutas Marilia Christina Rebolho e Vânia Cardinali, de São Paulo, desenvolveram um programa de prevenção de problemas de postura na infância. Com base em estudo com 365 crianças de 6 a 11 anos, elas verificaram que 59% já sentiram dor nas costas alguma vez. Pais e professores devem procurar um especialista quando identificarem alguns dos sinais que podem evidenciar uma escoliose, adverte Marilia Rebolho, referindo-se ao desvio na coluna. São eles:

cabeça inclinada para um dos lados;

um ombro maior que o outro;

curva da cintura mais cavada de um dos lados;

joelhos voltados para dentro, para trás, muito juntos ou afastados;

pés apoiados para dentro ou para fora.


Celular sem chiado no carro

Os tagarelas de plantão ganharam nova aliada para os bate-papos no celular. A Olimpus, fabricante de acessórios para veículos, lançou uma linha de antenas três em um. Além da captação das tradicionais ondas de AM e FM, o aparato melhora a potência do aparelho e faz com que o telefone funcione melhor dentro do carro, sem chiados ou interrupções. Custa em média 190 reais, de acordo com o modelo, e não desobriga o motorista de só usar o celular com o viva-voz, para evitar acidentes.

Direitos dos pacientes – Até os próprios médicos andam preocupados com as crescentes reclamações da clientela nos Procons. Com o objetivo de melhorar as relações freqüentemente conturbadas, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo lançou um guia sobre as relações entre profissionais e pacientes.

Inglês com precisão

A americana Mickey Rogers, autora de livros didáticos de inglês, esteve recentemente no Brasil, onde participou do 25º Simpósio de Centros Binacionais, escolas de inglês ligadas culturalmente aos Estados Unidos. A seguir, algumas orientações para quem precisa se comunicar em inglês por escrito, adaptadas da experiência de Mickey:

faça textos concisos. Quanto mais longos, maiores são os riscos de erro;

treine textos para e-mails e memorandos com assuntos do dia-a-dia;

escreva sobre temas que sejam de seu interesse e depois os adapte para o assunto sobre o qual tem de escrever;

leia muito para enriquecer seu vocabulário sobre assuntos específicos. Textos bem escritos, sejam documentos profissionais ou mesmo livros, podem servir de modelo;

não use o primeiro texto como versão final;

releia o que escreveu e refine o vocabulário;

escreva com freqüência e preocupe-se sempre com a boa organização das idéias.

 

Para contar no bar: florais
de Bach para a bicharada

Seu gato tem medo de andar de carro? Seu cãozinho é nervoso e assustadiço como se visse fantasmas? Seu pônei se recusa a transpor obstáculos? Seu papagaio costuma bicar as visitas? Seu hamster é superativo à noite? Seus problemas terminaram! Ao menos é o que promete o recém-lançado livro Remédios Florais de Bach para Animais (Editora Pensamento). Os dois autores, apaixonados por bichos, ensinam na obra como aplicar no mundo animal a pseudociência do médico britânico Edward Bach (1886-1936), criador das essências terapêuticas que tanto sucesso fazem entre a turma que vê disco voador e acredita em duendes. É um delírio, sem dúvida. Mas antes de rir é bom lembrar que outra terapia alternativa, a acupuntura, tem sido usada com algum sucesso em clínicas veterinárias.

 

Fotos Pedro Rubens/Renata Ursaia/Mário Rodrigues/Frederic Jean/Nélio Rodrigues

 

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br



 
 


Foto Lailson Santos

 

   
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