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A
origem da dor no peito
Parece,
mas não é. No Hospital Copa D'Or, um dos centros
de excelência médica no Rio de Janeiro, de cada
dez pacientes que chegam reclamando de dor no peito sete não
têm nenhuma doença do coração.
Segundo Mauricio Bungerd Forneiro, coordenador de emergência,
uma pneumonia, por exemplo, pode ser confundida com um infarto.
Para fazer uma triagem com precisão, o hospital carioca
criou uma unidade de dor torácica separada da ala de
emergência geral. Além dos exames de praxe de
diagnóstico da lesão cardíaca, como análise
de sangue, eco e eletrocardiograma, a unidade oferece tranqüilidade
ao paciente e ao médico. "Um ambiente calmo, sem a
agitação da emergência, ajuda muito",
explica Bungerd.
Discuta
com seu médico
No rastro de tumores O Hospital do Câncer
A.C. Camargo, em São Paulo, começou a usar um
aparelho de diagnósticos por imagem conhecido como
tomografia por emissão de pósitron (PET). Fabricado
pela GE em Israel, é capaz de localizar um tumor no
organismo e identificar se ele é ou não maligno.
Injeta-se no paciente um líquido semelhante à
glicose, contendo flúor radioativo. "Um tumor maligno
em atividade consome muita glicose", explica o médico
Eduardo Lima. Dessa forma, fica visível ao rastreamento
do tomógrafo.
Lesões de pele Também tem nome complicado
outra tecnologia de ponta, empregada no Instituto Brasileiro
de Controle do Câncer e na Universidade Federal de São
Paulo. É o videodermatoscópio, uma filmadora-microscópio
que capta imagens de pele para ser analisadas por um programa
de computador. Os danos são classificados com base
em características como diâmetro, forma e bordas,
o que permite uma avaliação mais objetiva.
BOA
NOTÍCIA
Stress
faz bem
Seu
chefe vai ficar feliz. Realizar tarefa estressante, como cumprir
prazos de um trabalho sob pressão, pode fortalecer
o sistema imunológico. A conclusão está
numa pesquisa na revista Psychophysiology, que avaliou
voluntários em situações de stress. Uma
delas consistia em decorar algo e fazer um teste de doze minutos.
Resultado: houve aumento de imunoglobulina, substância
de defesa do organismo.
MÁ
NOTÍCIA
Ameaça
da asma
Um
estudo liderado pelo professor de clínica geral Milton
de Arruda Martins, da Universidade de São Paulo, analisou
25 casos de morte por asma. A maioria dos pacientes utilizava
remédios errados e vários nem sequer tinham
acompanhamento médico. O uso da medicação
apropriada poderia ter prevenido grande parte das fatalidades.
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Desvio
de coluna em crianças
Marcelo Kura
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As fisioterapeutas Marilia Christina Rebolho e Vânia
Cardinali, de São Paulo, desenvolveram um programa
de prevenção de problemas de postura na infância.
Com base em estudo com 365 crianças de 6 a 11 anos,
elas verificaram que 59% já sentiram dor nas costas
alguma vez. Pais e professores devem procurar um especialista
quando identificarem alguns dos sinais que podem evidenciar
uma escoliose, adverte Marilia Rebolho, referindo-se ao desvio
na coluna. São eles:
cabeça inclinada para um dos lados;
um ombro maior que o outro;
curva da cintura mais cavada de um dos lados;
joelhos voltados para dentro, para trás, muito juntos
ou afastados;
pés apoiados para dentro ou para fora.
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Celular sem chiado no carro
Os
tagarelas de plantão ganharam nova aliada para os bate-papos
no celular. A Olimpus, fabricante de acessórios para veículos,
lançou uma linha de antenas três em um. Além
da captação das tradicionais ondas de AM e FM, o aparato
melhora a potência do aparelho e faz com que o telefone funcione
melhor dentro do carro, sem chiados ou interrupções.
Custa em média 190 reais, de acordo com o modelo, e não
desobriga o motorista de só usar o celular com o viva-voz,
para evitar acidentes.
Direitos dos pacientes Até os próprios
médicos andam preocupados com as crescentes reclamações
da clientela nos Procons. Com o objetivo de melhorar as relações
freqüentemente conturbadas, o Conselho Regional de Medicina
de São Paulo lançou um guia sobre as relações
entre profissionais e pacientes.
Inglês
com precisão
A
americana Mickey Rogers, autora de livros didáticos de inglês,
esteve recentemente no Brasil, onde participou do 25º Simpósio
de Centros Binacionais, escolas de inglês ligadas culturalmente
aos Estados Unidos. A seguir, algumas orientações
para quem precisa se comunicar em inglês por escrito, adaptadas
da experiência de Mickey:
faça textos concisos. Quanto mais longos, maiores são
os riscos de erro;
treine textos para e-mails e memorandos com assuntos do dia-a-dia;
escreva sobre temas que sejam de seu interesse e depois os adapte
para o assunto sobre o qual tem de escrever;
leia muito para enriquecer seu vocabulário sobre assuntos
específicos. Textos bem escritos, sejam documentos profissionais
ou mesmo livros, podem servir de modelo;
não use o primeiro texto como versão final;
releia o que escreveu e refine o vocabulário;
escreva com freqüência e preocupe-se sempre com a boa
organização das idéias.
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Para
contar no bar: florais
de Bach para a bicharada
Seu
gato tem medo de andar de carro? Seu cãozinho é
nervoso e assustadiço como se visse fantasmas? Seu
pônei se recusa a transpor obstáculos? Seu papagaio
costuma bicar as visitas? Seu hamster é superativo
à noite? Seus problemas terminaram! Ao menos é
o que promete o recém-lançado livro Remédios
Florais de Bach para
Animais (Editora Pensamento). Os dois autores, apaixonados
por bichos, ensinam na obra como aplicar no mundo animal a
pseudociência do médico britânico Edward
Bach (1886-1936), criador das essências terapêuticas
que tanto sucesso fazem entre a turma que vê disco voador
e acredita em duendes. É um delírio, sem dúvida.
Mas antes de rir é bom lembrar que outra terapia alternativa,
a acupuntura, tem sido usada com algum sucesso em clínicas
veterinárias.
Fotos Pedro Rubens/Renata Ursaia/Mário
Rodrigues/Frederic Jean/Nélio Rodrigues
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Coordenado
por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br
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