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VEJA, 1° de julho de 1501

 O
progresso da tecnologia bélica, sintetizado pelo canhão,
é estrondoso. Não há mais muralha que resista
à artilharia moderna. Instalada a bordo dos navios, revolucionou
a guerra no mar. Já é possível bombardear o
inimigo a mais de 1 quilômetro de distância com pesadas
balas de ferro. A era dos castelos fortificados e também
a dos cavaleiros de armadura, que o mosquete abate facilmente a
200 passos é agora página virada na história.
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| Ivã III: poder emergente |
O
Principado de Moscou é desses lugares com fome de poder e
terras. Ivã III já expulsou os tártaros e derrotou
reinos vizinhos unindo assim, pela primeira vez, os russos
sob um só governante. Suas ambições são
claras: casado com a sobrinha do último imperador de Constantinopla,
adotou o título de czar, palavra russa para César.
O
Reino da Pérsia vive dias de revolução: as
tropas xiitas acabam de tomar Tabriz, a capital do país,
e seu líder Ismail foi proclamado xá. Nem o novo rei
nem seus guerreiros são persas, mas nômades turcos
unidos sob a bandeira xiita, um ramo minoritário do Islã.
Ismail, que seus seguidores consideram uma espécie de santo
vindo à Terra para conduzir os verdadeiros crentes ao reino
da perfeita justiça, é chefe de uma ordem mística
muçulmana, os safávidas. O império otomano,
cujo sultão é sunita, como a maioria dos muçulmanos,
o considera um herege e o persegue com a fúria de
inquisidor espanhol. Apesar de já terem sido derrotados inúmeras
vezes pelos otomanos, os soldados de Ismail entram destemidamente
em combate, certos de que a fé os torna invulneráveis.
Que desatinos ainda podem acometer esses fanáticos, agora
que controlam um grande país?
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Aos pés
da senhora, no salão ou no colo: o cãozinho
de estimação vira obra de arte
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Nobre
ou comum, não há rico que resista a uma alegre
novidade: os cãezinhos de estimação.
Mimados, os bichos andam por toda parte. Brincam joviais aos
pés das senhoras, entram sem cerimônia nas solenidades
de Estado e povoam, como nunca, os retratos que seus donos
mandam pintar.
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