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COLUNISTAS
dubitandum
Gustavo Ioschpe
Economista, especialista em educação “de omnibus dubitandum est”
(duvide de tudo)

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01/10/2008: Dinheiro não compra educação de qualidade
8/9/2008: Dever do próximo presidente: vetar a expansão curricular
29/8/2008: Preparados para perder
27/8/2008: Cegueira e Comunismo
18/8/2008: A neutralidade como dever
25/7/2008: Assim não, ministro!
05/7/2008: De pais e professores
06/6/2008: Emenda 29 e CSS: não e não
14/5/2008: Educação e capitalismo: aliados ou inimigos?
24/4/2008: Método de alfabetização: o experimento gaúcho
20/3/2008: E se plantássemos cérebros?
21/2/2008: Pesquisa livre e arejamento mental
19/2/2008: Educação é o legado mais duradouro de Cuba
14/2/2008: Errata e honestidade intelectual
13/2/2008: Pelo direito à ruindade
31/1/2008: Gustavo Ioschpe responde aos leitores
17/1/2008: Educação sem povo
15/1/2008: Educação de quem? Para quem?
2/1/2008: Os professores e a "frieza das estatísticas"
20/12/2007: Opinião dos leitores
10/12/2007: O professor desvalorizado
7/12/2007: Professor não é coitado
26/11/2007: Vestiburrar
9/11/2007: O caminho passa por consertar a escola pública
1/11/2007: Preocupe-se. Seu filho é mal educado
19/10/2007: Os leitores e a gratuidade do ensino universitário público
16/10/2007: Opinião dos leitores
05/10/2007: Contra a gratuidade nas universidades públicas
20/09/2007: Educação e a incomunicabilidade dos Brasis
29/08/2007: Quem sou, de onde vim e por que estou aqui

NOTAS
26/9/2008
23/9/2008
17/9/2008
16/9/2008
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23/1/2008
 
Segunda-feira, 31 de março de 2008
 

Notas

O Monge se foi

Conforme o prometido aqui, deixei o livro best-seller de auto-ajuda no avião, durante o último vôo que tomei. Conforme o esperado, esse não foi devolvido, e não constava do sistema de achados e perdidos da TAM em nenhum dos aeroportos para os quais o avião havia seguido naquele dia. Sinal de que o meliante, quer seja ele um passageiro que ocupou meu assento no trecho seguinte, quer seja um funcionário da companhia aérea, responde por pecado duplo: além de ladrão, tem péssimo gosto literário. Se ainda tivessem roubado o volume esquecido originalmente - The Structure of Scientific Revolutions - pelo menos haveria um ganho em inteligência nacional.

Ainda as aéreas

No vôo de retorno a SP, outra incomodação. Seguindo o exemplo da Gol, sua companheira de duopólio, a TAM agora também entrou na onda de fazer o passageiro despachar as bagagens mais ridículas, inclusive aquelas especificamente desenhadas para o transporte a bordo, como a minha. Sinto cheiro de queimado no ar. Minha hipótese é de que as empresas aéreas forçaram a Anac a limitar a 5 quilos o peso das bagagens de mão, justamente para que a maioria fosse forçada a despachá-las, para que as empresas pudessem fazer seu processo de embarque e desembarque com maior rapidez. É uma transferência de renda – o tempo perdido pelos passageiros com o despacho e recolhimento da bagagem é parcialmente compensado pelo maior lucro dos acionistas das aéreas. Digo parcialmente porque imagino que haja uma perda coletiva, o que o economês chama de deadweight loss – a perda coletiva deve ser maior do que o ganho dos acionistas. Por enquanto, apenas uma hipótese. Vou investigar e posto meus achados por aqui.

Falando em aéreas, alguns leitores me perguntam por que tratar de assuntos de empresas privadas nesse espaço público. É que, em primeiro lugar, as empresas aéreas prestam importantes serviços públicos. E, em segundo e mais importante, é que nossas empresas não estão inseridas exatamente em um mercado privado. Por conta da regulamentação governamental, criou-se um duopólio, em que não há competição. O sistema judicial brasileiro, como se sabe, é uma piada, especialmente na defesa de pequenas causas. Portanto, se não há os dois caminhos – o do mercado e o da regulação – para disciplinar um setor estratégico, sobra apenas um: o do constrangimento. Eis-me aqui.

Falando em leitores

Alguns preferem abdicar do debate de idéias e recorrem à guerrilha cibernética. Um anônimo me chama de "sr. sem cérebro", outro me atribui pertencimento à espécie Ozotoceros bezoarticus, outro atribui à minha progenitora pertencimento àquela profissão das mais antigas do mundo, outros me sugerem que beberiquem naquilo que o filósofo carioca Agamenon Mendes Pedreira chama de "pavilhão retofuricular", outros valentões anônimos ameaçam chegar às vias de fato se me encontrarem por aí, outros ainda recorrem aos mais incríveis erros de Português ("eu desconcordo contigo" é um dos top 10) na tentativa de me abalar. Bom, lamento informar, mas estão perdendo seu tempo. Só me causam riso.

 
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