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Windsurfe vai à Justiça para estar nos Jogos do Rio

Por AE

Weymouth – A Federação Internacional de Vela (ISAF, na sigla em inglês) revelou nesta quinta-feira ter sido notificada que os dirigentes da classe RS:X entraram na justiça para tentar reverter a decisão tomada pela ISAF de excluir tal classe do programa olímpico dos Jogos do Rio/2016. Em nota, a entidade que rege a vela lamentou tal postura.

Em maio, o conselho da entidade votou a entrada do kitesurfe como uma das disputas do iatismo na Olimpíada do Rio. Com isso, o windsurfe (prancha à vela), representado em Londres pela classe RS:X, é quem deixa o programa, após estar também em Pequim. Antes, por três Olimpíadas, a representante da prancha era a Mistral.

A ISAF alega que a decisão foi tomada de acordo com a regulamentação da entidade. Em nota, a federação diz estar “extremamente decepcionada” com o rumo que a decisão tomou e lembrou: “defender legalmente a decisão vai gerar custos desnecessários para a ISAF e para a federação da classe RS:X”.

Nova modalidade olímpica, o kitesurfe, tal qual o windsurfe, é disputado em prancha. A diferença é que este é acompanhado de uma vela, enquanto no kitesurfe os atletas contam com um kite (um tipo de um parapente) para serem levados pelo vento.

“O kitesurfe provou para nós que está pronto para ser incluído na lista dos prestigiados eventos da ISAF e é uma adição fantástica ao programa do iatismo para os Jogos do Rio-2016, disse o presidente da ISAF, Göran Petersson, na ocasião da decisão pela mudança, em maio.

Os Jogos do Rio também não terão a classe Star, que é a mais antiga do programa e vai se despedir em Londres, sendo substituída pela Nacra 17. Já o Match Race, em barcos Elliot 6m, vai dar lugar ao Mackay FX, que utiliza a mesma estrutura dos barcos da 49er, que segue no programa para os homens. A nova classe, exclusiva para mulheres, levará o nome de 49er FX.