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Vencedor com Papão na Bombonera, Dario Pereyra compara Timão à Fúria

24 de abril de 2003, primeiro jogo das oitavas de final da Copa Libertadores, na ‘mística’ La Bombonera. De um lado, o tradicional Boca Juniors de Abbondanzieri, Tévez, Schelotto e comandado por Carlos Bianchi, de outro o modesto Paysandu, de Vélber, Iarley e Robgol, com o uruguaio Dario Pereyra como treinador. O resultado, diante de 50 mil xeneizes, é inesquecível: 1 a 0 para o Papão da Curuzu, em sua primeira e única participação na competição continenta

Nove anos depois do feito e no mesmo dia em que o Corinthians vai a Buenos Aires encarar o Boca Juniors na casa do adversário, pela abertura da decisão, Dario Pereryra vê a equipe brasileira plenamente capaz de trazer uma boa vantagem para o País e ainda faz uma comparação inusitada: o Corinthians de 2012 e seleção espanhola campeã mundial de 2010. ‘Pressão existe em qualquer jogo de Libertadores, mas eu acho que o grupo do Corinthians está maduro. Digo isso pelas declarações, pelos jogos que ganharam contra Vasco e Santos, mais difíceis que os do Boca. A Espanha era pressionada, nunca tinha sido campeã do mundo, mas com um grupo bom e unido, ganhou em 2010. É isso que eu sinto. Pode ser que eu esteja errado, mas o Corinthians tem condições de ganhar como nós fizemos’, declarou o experiente treinador, em entrevista à GazetaEsportiva.Net.

Na sequência da Libertadores de 2003, o Paysandu levou um 4 a 2 do Boca Juniors no Mangueirão e teve a eliminação mais aplaudida da história da competição, diante de quase 60 mil fanáticos do Papão. Aquela partida foi a única derrota da equipe paraense em todo o torneio e acabou custando a vaga nas quartas de final. Contra o Santos de Diego e Robinho, o Boca de Tévez se sagraria tetracampeão continental em pleno Morumbi.Atualmente esperando por uma oportunidade para voltar a treinar, Dario Pereyra descreve os dias do Paysandu antes de duelar contra o Boca Juniors: ‘Nossa preparação foi boa, mas a gente não fez reconhecimento de campo como o Corinthians, não nos deixaram treinar. A gente só foi lá, andou, viu as dimensões que são diferentes, levou os jogadores no museu do Boca, para mostrar aos jogadores que eles não deveriam se impressionar tanto com torcida. Deu certo, a gente ganhou’.

‘O mais importante dessa vitória é que a gente jogou de igual para igual. A impressão que eu tenho é que se você quer ganhar do Boca lá, você tem que jogar marcando firme no meio, mas sem abdicar de atacar. Alguns times fazem isso e só se defendem, aí uma hora você toma gol, faz pênalti. Bom futebol e bom conjunto é a única receita’, pontuou o ex-zagueiro, que vê o Corinthians mais forte que o Boca Juniors para a final da Libertadores.Perigos da grande área – Ansioso pelo duelo desta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília), Dario Pereyra deixa um alerta para o técnico Tite e os jogadores do Corinthians: ‘A área de La Bombonera é um pouco maior do que o normal. Os times que vão enfrentar o Boca devem tomar cuidado, porque eles se valem muito disso. A linha da área é muito perto da linha lateral, aí a área fica grandona e eles ganham possibilidade de marcarem pênaltis’.