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Valdivia chora e tem futuro incerto, mas não será obrigado a ficar

A reunião entre Valdivia e o gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, terminou sem uma definição sobre o destino do jogador. As condições do jogador durante o encontro desta terça-feira assustaram o dirigente, que tenta recuperar emocionalmente o chileno antes da decisão em relação ao seu destino.

‘Ele está muito abalado e, quando toca no assunto, chora’, relatou o dirigente. ‘Fiquei muito assustado com o estado dele. Tinha visto sua imagem pela internet, mas está muito abatido e mais magro, desfigurado. Está sendo muito difícil para ele’.

Sampaio conversou sozinho com o jogador durante duas horas e ainda não chegou a um consenso sobre a melhor resolução do caso. Ao término da reunião, o técnico Luiz Felipe Scolari e o coordenador Galeano também chegaram para conversar com o camisa 10.

Valdivia sofreu o sequestro relâmpago na noite de quinta-feira e, depois de passar o fim de semana no Chile, só voltou ao Palmeiras na manhã desta terça.

Apesar do contrato até 2015,o Palmeiras evita uma postura mais contundente neste momento, pois acredita que o mais importante é recuperar emocionalmente o atleta, que não cobrou efetivamente a rescisão do vínculo.

‘O que não podemos é ter um ‘sim’ do Valdivia e um ‘não’ dentro de campo. Não adianta ficar aqui com a cabeça lá. Neste primeiro momento, no estado em que está, dificilmente ele vai ajudar tecnicamente e também no astral do grupo. Neste primeiro momento, estamos recuperando o emocional dele. Toda tomada de decisão dele tem um custo, uma equação a ser resolvida ainda’, afirmou o dirigente, que acrescen

‘O Palmeiras tem o poder de obrigá-lo a ficar, pois tem contrato conosco, mas acho que não cabe este tipo de discussão hoje para o quadro emocional que ele apresentou. Até sexta, as coisas estarão mais claras. Se for para não ficar, caberá ao jurídico e ao financeiro resolver isso’, ponderou.