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Uruguai bate Nigéria e frustra noite africana na Fonte Nova

Torcida de Salvador empurra incondicionalmente as Super Águias, mas time de Lugano e Forlán vence por 2 a 1 - e poderá enfrentar o Brasil na semifinal

Caso o time de Felipão termine à frente da Itália, provavelmente teremos um confronto sul-americano na semifinal de Belo Horizonte. Ao menos, não será no Maracanã

Talvez nem em Lagos, capital da Nigéria, as Super Águias jogassem com uma torcida tão entusiasmada a seu favor. Mas, ainda que barulhento, o apoio dos baianos na partida desta quinta-feira contra o Uruguai, na Arena Fonte Nova, em Salvador, não foi suficiente para fazer os africanos escaparem da derrota por 2 a 1 diante dos campeões sul-americanos. O resultado praticamente selou a classificação da Celeste Olímpica, com gols de Lugano e Forlán, para as semifinais da Copa das Confederações: apesar de estar com o mesmo número de pontos da Nigéria, o Uruguai pega, na última rodada, o Taiti, saco de pancadas preferido de dez entre dez oponentes – enquanto que a rival enfrenta a Espanha, invicta há nada menos que três anos. A chance de uma combinação de resultados que favoreça o time de Stephen Keshi é a mesma de que neve em Recife e Fortaleza neste domingo, dia dos jogos.

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Justificando a fama que a aproxima social e culturalmente da África, Salvador foi uma segunda casa para os nigerianos. Apesar de a Fonte Nova ter recebido um público decepcionante em sua estreia na competição – apenas 26.769 dos 48.747 lugares foram ocupados -, o frenesi tomava conta do estádio a cada ataque da Nigéria. Os dribles insinuantes de John Obi Mikel, em especial, levavam os soteropolitanos ao delírio. E, embora os africanos tenham começado melhor, foi o Uruguai que abriu o placar, aos 19 minutos: Forlan entrou pela esquerda e cruzou para Cavani, que tentou dar de letra e furou – mas atrás dele estava Lugano, que empurrou para as redes. A Nigéria não desanimou, e o endiabrado Mikel, aos 37, anotou um golaço, invadindo a área pela meia-lua, entortando o capitão uruguaio e batendo de canhota no ângulo.

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No início do segundo tempo, o jogo se mostrava absolutamente indefinido. A Nigéria controlava a posse de bola e mantinha-se mais tempo no ataque, sem, contudo, oferecer real perigo à meta de Muslera. A tática celeste de apostar nos contra-ataques foi recompensada aos 16 minutos, quando Forlan – que voltou ao time titular depois de começar o jogo no banco contra a Espanha – disparou de esquerda para marcar um belo gol. A partir de então, o Uruguai recuou ainda mais – e, ainda assim, só não ampliou graças à falta de inspiração do atacante Cavani, que desperdiçou duas chances que até o presidente José Mujica faria. Foi o suficiente para colocar os uruguaios, quem sabe, na rota do Brasil: caso o time de Felipão termine à frente da Itália, teremos um confronto sul-americano na semifinal de Belo Horizonte. Ao menos, não será no Maracanã.