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Um mês depois de AVC, Gomes melhora vendo Vasco liderar

Exatamente um mês depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico e ser submetido a uma cirurgia de urgência, Ricardo Gomes tem recebido notícias melhores que as esperadas. Enquanto a recuperação do treinador evolui de forma satisfatória, o agora líder Vasco caminha rumo ao título brasileiro sob comando do interino Cristovão Borges – no dia do problema, o Cruz-maltino empatou com o Flamengo e terminou a rodada em quarto lugar.

A evolução de Gomes tem surpreendido os médicos e são grandes as chances de não haver sequelas. A operação realizada para drenar o sangramento no cérebro foi bem sucedida e o comandante deixou o Hospital Pasteur, no Rio de Janeiro, dois dias antes do esperado. Ele continua recebendo acompanhamento em casa, onde faz sessões diárias de fisioterapia para recuperar os movimentos do lado direito do corpo.

Ricardo Gomes ainda tem dificuldades e não consegue se manter em pé, precisando de auxílio de uma cadeira de rodas, algo considerado normal. A evolução impressiona principalmente porque o técnico já está falando, ouvindo e se comunicando normalmente.

Os profissionais responsáveis pelo tratamento não dão prazos, mas acham possível que Gomes volte a dirigir o Vasco. Quando a fisioterapia for encerrada, a decisão ficará a cargo do próprio técnico, que já havia sofrido problema semelhante em 2010, quando ainda dirigia o São Paulo.

O Vasco espera pelo retorno, mas vai respeitar a decisão de Gomes caso ele decida abandonar a carreira. A confiança é tanta que o presidente Roberto Dinamite se recusa a estudar outros nomes e Cristovão Borges garante nunca ter pensado na possibilidade de assumir de forma definitiva.

Por enquanto, Gomes aproveita os intervalos entre exercícios para acompanhar a rotina do time. Ele ainda não conversou sobre tática com seu auxiliar e tem agido apenas como torcedor. A informação de que o treinador teria lamentado um gol perdido por Diego Souza, por exemplo, causou comoção na Colina, onde o objetivo é um só: conquistar a taça e dedicá-la ao chefe.