Time de beisebol suspende técnico por elogiar Fidel Castro

Miami, 10 abr (EFE).- O time de beisebol Miami Marlins anunciou nesta terça-feira a suspensão por cinco partidas de seu técnico, Ozzie Guillén, pelas controvertidas declarações do venezuelano nas quais expressou certo apreço por Fidel Castro.

‘Os Marlins conhecem a seriedade dos comentários atribuídos a Guillén. A dor e o sofrimento causado por Fidel Castro não podem ser minimizados, especialmente em uma comunidade com numerosas vítimas do ditador’, declarou a equipe em comunicado.

A nota foi divulgada minutos antes de o próprio Guillén, que tomou as rédeas dos Marlins no início desta temporada, oferecer uma entrevista coletiva para a qual também convidou os torcedores com a intenção de ‘deixar clara’ sua opinião sobre Castro.

Guillén se viu obrigado a convocar esta entrevista no recém aberto estádio dos Marlins, no coração da ‘Little Havana’ de Miami, perante a avalanche de críticas e pedidos de demissão recebidos após suas declarações.

Em entrevista à revista ‘Time’, Guillén disse: ‘Amo Fidel Castro e respeito Fidel Castro. Sabe por quê? Porque muitas pessoas quiseram matar Fidel Castro nos últimos 60 anos e esse filho da p… ainda está aqui’.

Durante o fim de semana, Guillén pediu desculpas. ‘Quero que saibam que estou 100% contra a maneira com que este homem esteve tratando as pessoas durante os últimos 60 anos’, explicou perante a imprensa em Cincinnati, onde jogava sua equipe.

O prefeito do condado de Miami-Dade, Carlos Giménez, condenou na segunda-feira as declarações do técnico, enquanto dois dos membros da comissão também se pronunciaram a favor de sua demissão.

‘Me uno ao resto de nossa comunidade do condado de Miami-Dade e a todos os que respeitam os princípios de viver em um país livre ao condenar os comentários feitos pelo técnico do Miami Marlins, Ozzie Guillén’, disse Giménez.

Nos últimos dias muitos cubanos de Miami, grande parte deles torcedores dos Marlins, não param de ligar para as emissoras hispânicas de Miami criticando o técnico venezuelano e reivindicando sua demissão.

A organização Venezuelanos Perseguidos Políticos no Exílio (Veppex), entre outras, expressou ‘solidariedade e respeito ao exílio cubano’ e considerou ‘desafortunadas e inadequadas’ as declarações de Guillén. EFE