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Sem Falcão, Santos vence Carlos Barbosa nos pênaltis e conquista Liga

O Santos/Cortiana correu atrás do prejuízo, venceu o Carlos Barbosa no tempo normal por 3 a 2 e sacramentou o título da Liga Futsal nos pênaltis (7 a 6). O goleiro reserva Paulo Vitor defendeu duas cobranças e saiu como um dos grandes heróis da final.

O Peixe, debutante no Nacional, havia perdido na terça-feira passada no Rio Grande do Sul por 4 a 3. A partida de ida, inclusive, foi marcada por polêmicas e pela expulsão do astro Falcão, que teve de assistir à conquista das arquibancadas da Arena Santos. Desta forma, teve de ganhar no tempo regulamentar para levar à prorrogação, que terminou empatada por 0 a 0.

Com o título, o Santos, formado por vários atletas famosos (além do renomado técnico Fernando Ferretti), se tornou o primeiro paulista campeão brasileiro. Já o Carlos Barbosa desperdiçou a chance de ser penta.

O jogo – Mesmo sem o astro Falcão, o Santos iniciou o duelo com uma postura ofensiva e, logo aos quatro minutos, abriu o placar no litoral. O fixo Neto cortou para o meio e fuzilou a meta gaúcha.

O gol precoce incendiou os torcedores (como de costume, alguns craques dos gramados, como Neymar e Paulo Henrique Ganso, estavam nos camarotes) e animou os comandados do técnico Fernando Ferretti. Coube então ao goleiro do Carlos Barbosa, Lavoisier, parar o ímpeto dos santistas, invictos como mandantes na competição.

Ao mesmo em que se defendia, o Carlos Barbosa também causava perigo ao Peixe. Em algumas oportunidades, o arqueiro Djony conseguiu intervir. Só que na marca dos 19, a zaga anfitriã falhou, Sinoê arrematou à queima roupa e o camisa 1 nada pôde fazer: 1 a 1.

Precisando da vitória para levar a decisão à prorrogação, o Santos adotou uma postura ainda mais ofensiva para os 20 minutos finais. E a blitz surtiu efeito. Depois de cobrança de escanteio rápida, Pixote emendou. Sem chances para Lavoisier.

Atrás do placar, os comandados do técnico Paulo Mussalem – que foram vice-campeões mundiais em março deste ano – passaram a ameaçar com mais frequência. As principais chances, porém, tinham como protagonista o habilidoso ala Marcênio.

E, em uma dessas investidas, a bola sobrou para o fixo Rodrigo, que deixou sua marca. Responsável por ter marcado o gol da classificação na prorrogação contra o Corinthians, o atleta ficou perto de ser herói novamente.

Isto porque, quando faltava quatro minutos para o apito final, Deives aproveitou a sobra na área e marcou. O tento obrigou a realização do tempo extra, composto de dois períodos de cinco minutos.

Na prorrogação, a correria dos últimos minutos (que tiveram goleiro-linha nos dois times) foi substituída pela cautela. Algumas oportunidades chegaram a ser criadas, mas nada de bola na rede. A definição foi mesmo para os pênaltis. Foi aí que brilhou a estrela do goleiro reserva Paulo Victor, que apanhou duas cobranças. Festa no litoral paulista.