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Santos fica perto de trocar Umbro pela Nike

Por Sanches Filho

Santos – O Santos vai anunciar nos primeiros dias de janeiro de 2012 o seu novo fornecedor de material esportivo, em substituição à Umbro, que está no clube há quatorze anos. Embora os dirigentes não confirmem, estão bem encaminhadas as negociações para que seja a Nike, que veste a seleção brasileira e o Corinthians, e que pretende investir maciçamente no futebol brasileiro a partir do próximo ano para fazer frente à parceira da FIFA, a Adidas, na Copa do Mundo de 2014. O contrato atual termina em 31 de dezembro e a Umbro até poderia igualar ou apresentar proposta superior às de concorrentes para exercer a preferência de renovação prevista numa das cláusulas se não fosse ela uma das empresas da Nike.

“Não acertamos com a Nike. Essa é mais uma notícia inventada”, afirmou o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, nesta terça. Ele disse que nem poderia assinar com outra fornecedora de material antes do encerramento do contrato com a Umbro. “Recebemos ofertas, estamos em negociações e vou fechar pela melhor proposta, respeitando a prioridade de renovação da atual fornecedora”, acrescentou o dirigente.

Luis Alvaro não confirma que a Nike estaria oferecendo quase o dobro dos aproximadamente

R$ 7 milhões anuais pagos pela Umbro. “A divulgação de números são prejudiciais durante um processo de negociação”. Além de luvas, do valor pago anualmente pela exposição de sua marca pelo clube e dos royalties, a Umbro, pela avaliação dos dirigentes da administração anterior, tem sido boa parceira do Santos, por ter arcado com as despesas do revestimento com cerâmica do lado externo da Villa Belmiro, da construção do Memorial das Conquistas, da mega loja e de camarotes no estádio.

Logo que assumiu, a nova diretoria começou a trabalhar para romper a o vínculo com a fornecedora inglesa de material esportivo e que no Brasil é representada pela subsidiaria Dass. As alegações são de que o clube deixa de ganhar com a maior venda de camisas do time em razão da má circulação e distribuição dos produtos com a sua marca.

“Muitas pessoas ligam para o clube reclamando da falta de camisas à venda para crianças com o número 11 e o nome de Neymar”, confirmou um funcionário que trabalha na Vila Belmiro. Ao fechar com a Nike, os dirigentes acreditam que haverá um significativo aumento na venda de camisas e demais peças do uniforme, tanto no Brasil como no exterior, especialmente na Ásia, onde a gigante norte-americana tem uma cadeia de milhares de lojas.