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Santos é condenado a pagar R$ 74 milhões à Doyen em caso Damião

Fundo de investimento pagou 13 milhões de euros para levar o jogador à Vila Belmiro em 2014 e agora cobra valor superior por sua rescisão

A Justiça de São Paulo condenou o Santos a ressarcir o grupo de investimentos Doyen Sports em 74 milhões de reais, referentes à negociação de Leandro Damião. O jogador chegou à Vila Belmiro graças ao financiamento de 13 milhões de euros (53 milhões de reais pela cotação atual) realizado pela empresa com sede em Malta. O Santos tem até três dias para quitar a dívida, mas poderá recorrer da decisão tomada nesta sexta-feira.

Desde fevereiro, o jogador está atuando no Real Betis, da Espanha, graças a um acordo obtido no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que lhe concedeu a condição de “agente livre”. Por isso, a Doyen acionou a Justiça cobrando o valor mínimo estipulado por sua rescisão, que, em valores convertidos, chegaria a 74 milhões de reais. Por meio de sua assessoria, o Santos informou que “não comenta assuntos jurídicos em andamento”. Caso a decisão seja mantida e o Santos não quite a dívida, o clube poderá ter a Vila Belmiro ou seu centro de treinamento penhorados como garantia judicial.

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Em janeiro de 2014, o Santos efetuou a maior transação da história entre clubes brasileiros ao tirar Leandro Damião do Internacional de Porto Alegre. Para isso, fez o financiamento de 13 milhões de euros, acrescidos de juros de 10% ao ano por cinco temporadas, junto à Doyen. Depois de fracassar na equipe paulista, Damião entrou na Justiça contra o time por causa de atrasos salariais e atuou por empréstimo no Cruzeiro em 2015.

O atleta tem contrato com o Santos até dezembro de 2018, mas, por causa do acordo no STF, o clube está isento da responsabilidade de pagar seu salário até julho de 2017. Com isso, o Santos economizará mais de 10 milhões de reais, já que o salário mensal do centroavante é de 720.000 reais. Os clubes interessados em comprar Damião a partir de julho de 2017 terão de pagar os mesmos 12 milhões de reais ao Santos. Caso não apareça comprador, o jogador terá que permanecer na Vila Belmiro até o fim de seu vínculo, em junho de 2018.

Se ocorrer uma eventual negociação antes do prazo combinado, parte do valor de compra será repassada ao Santos e ao próprio Damião. A porcentagem dessa fatia ainda não foi acertada, pois depende da legislação do país em que o atleta for atuar. Pelo último acordo, o clube da Vila Belmiro ainda se comprometeu a pagar a dívida trabalhista de 4,5 milhões de reais que tem com o atleta em 40 parcelas.

(Com Gazeta Press)