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Presidente da CBF comete gafe e mostra desconhecer Conmebol e Fifa

Coronel Nunes se confundiu ao falar sobre o novo presidente da federação sul-americana e errou o nome do candidato favorito à eleição da Fifa

Antônio Carlos Nunes, mais conhecido como coronel Nunes, mostrou que ainda não está muito familiarizado com o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Nesta terça-feira, ele participou de seu primeiro grande evento internacional enquanto mandatário interino da CBF: a Assembleia Extraordinária em Assunção que apontou o paraguaio Alejandro Domínguez como novo presidente da Conmebol. Nunes, porém, deixou claro que desconhecia o candidato em quem votou.

“A gente perguntou o pedigree, né? A informação que nós temos é que ele tinha ligações com o Cerro Porteño, do Paraguai”, disse Nunes ao canal SporTV. Domínguez, na verdade, é filho de um ex-presidente histórico do Olimpia, justamente o rival do Cerro Porteño.

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Esta, porém, não foi a única gafe de Nunes na entrevista. “Durante o jantar fiquei ao lado de Domínguez, trocamos algumas ideias. Do outro lado dele estava o príncipe (Ali bin Al-Hussein, da Jordânia) e à minha esquerda estava o Gianini”, disse, querendo se referir ao suíço Gianni Infantino, secretário-geral da Uefa e principal candidato à presidência da Fifa.

Alejandro Domínguez, de 44 anos, foi eleito presidente da Conmebol por unanimidade depois que o presidente interino e único concorrente, o uruguaio Wilmar Valdéz, oficializou a retirada de sua candidatura horas antes da eleição

Ao chegar ao Paraguai, Nunes já havia causado surpresa ao desconversar sobre o veto da CBF à realização da Primeira Liga. Apesar de o comunicado enviado pela entidade na segunda-feira ter sido assinado em seu nome, Nunes disse que precisaria “se inteirar” do assunto antes de comentá-lo.

Nunes, de 79 anos, foi coronel da Polícia Militar e era ex-presidente da Federação Paraense de Futebol até ser eleito um dos vice-presidentes da CBF em uma eleição muito contestada e, posteriormente, alçado ao posto de presidente interino, em substituição a Marco Polo Del Nero. Sua entrada na presidência da CBF foi apontada pelos opositores de Del Nero como uma manobra para que o dirigente paulista se mantivesse no poder mesmo com o afastamento.

(da redação)