‘Posso voltar melhor que antes’, confia Cielo sobre Rio-2016

Com lesão no ombro, nadador deixou o Mundial de Kazan e retornou ao Brasil nesta quinta-feira.

Depois de abandonar o Mundial de Esportes Aquáticos em Kazan, na Rússia, o nadador César Cielo desembarcou em São Paulo na manhã desta quinta-feira visivelmente chateado, mas otimista. O campeão olímpico minimizou a lesão no ombro que o tirou da competição e ressaltou que terá um ano para se preparar para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. “Temos tempo de sobra até a Olimpíada. Não vejo problema em voltar melhor do que antes”.

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O atleta de 28 anos disse que deixou o Mundial por receio de agravar a lesão. “A decisão foi tranquila. A gente viu que as coisas não estavam indo como a gente esperava, seria muito difícil reverter o jogo para chegar ao meu melhor. O medo era arriscar a situação do ombro. Estamos preparando tudo para a Olimpíada do ano que vem. Agora é virar a página e pensar que esse livro ainda não acabou. Vamos pensar na Olimpíada que é o nosso grande palco”, afirmou Cielo no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde foi recebido pela esposa, que está grávida.

Segundo o médico da equipe, Gustavo Magliocca, o atleta se queixou de dor no ombro esquerdo, que nos exames físicos iniciais apontavam para uma lesão no tendão supra espinhal. O problema se agravou e ficou decidido que ele seria cortado. No entanto, o atleta afirma que o corte não vai atrapalhar sua programação.

“Já era programado um certo descanso. A ideia é voltar a treinar da mesma forma que antes, saudável e recuperado para seletiva em dezembro (o Torneio Open, em Palhoça, Santa Catarina). Não muda muito. Difícil é lidar com a situação agora. São meses de dedicação, comprometimento, nutrição, descanso. É frustrante uma coisa dessas acontecer. Esse era o meu 100% dessa vez. E o meu 100% estava muito longe do meu melhor. É buscar esse melhor aqui em casa.”

Cielo vinha sentindo as dores no ombro há mais de um mês. Antes, já havia optado por não disputar os Jogos Pan-Americanos de Toronto, para se concentrar apenas no Mundial. Fez sua preparação na Holanda enquanto os outros nadadores da seleção brasileira fizeram a aclimatação em Portugal. Em sua primeira disputa em Kazan, nos 50m borboleta, ficou apenas na sexta colocação. Também não participou do revezamento 4 x 100m livre e abriu mão de participar dos 50 metros livre, sua prova favorita, que lhe rendeu a medalha de ouro nos Jogos de Pequim-2008.

(com Estadão Conteúdo)