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Platini retira candidatura à presidência da Fifa

Suspenso do futebol por oito anos, ex-jogador francês disse que irá se dedicar à sua defesa no caso de corrupção na Fifa

O presidente suspenso da Uefa, Michel Platini, anunciou nesta quinta-feira que está definitivamente fora da corrida pela presidência da Fifa. “Retiro minha candidatura. Não posso seguir adiante. Não tenho nem tempo nem os meios para ir encontrar os eleitores, me reunir com pessoas e batalhar com os demais”, afirmou o ex-jogador francês ao jornal L’Èquipe, de seu país. Ele está suspenso pela Fifa de qualquer atividade ligada ao futebol por oito anos e disse que irá se dedicar a provar sua inocência. Apesar da suspensão, o francês ainda não havia retirado sua candidatura na esperança de uma absolvição. A eleição da Fifa está marcada para 26 de fevereiro.

“Ao me retirar, eu faço a escolha de me dedicar à minha defesa, em relação a um caso no qual não se fala mais em corrupção, em falsificação, um caso totalmente vazio”, alegou em trecho da entrevista que será publicada na íntegra na sexta-feira.

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Platini foi suspenso por oito anos do futebol pelo Comitê de Ética da Fifa em 21 de dezembro, assim como o presidente da entidade, Joseph Blatter. Os dois são suspeitos de ter fraudado as contas da Fifa ao não declarar um pagamento de 2 milhões de franco suíços feito por Blatter a Platini em 2011.

A dupla alega que a quantia se refere ao pagamento por um serviço prestado pelo ex-jogador francês à Fifa entre 1999 e 2002, embora nada disso tenha sido formalizado em contrato. Neste período, Platini trabalhava como “conselheiro presidencial”. No entanto, Platini só recebeu o suposto salário em fevereiro de 2011, três meses antes de uma eleição presidencial da Fifa vencida por Blatter, fato que levantou suspeitas.

Presidente da Uefa desde 2007, Platini era apontado como favorito para vencer a eleição presidencial da Fifa em 26 de fevereiro, mas foi obrigado a abandonar sua campanha depois da primeira suspensão provisória. Em seu lugar, os europeus indicaram o suíço Gianni Infantino, secretário-geral da Uefa, que havia dito que desistiria do pleito caso Platini fosse absolvido e entrasse na disputa.

(Da redação)