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Papelão: eleição na federação argentina com 75 votantes termina empatada em 38 a 38 e é cancelada

Erro absurdo impediu a decisão da primeira eleição direta para presidente da AFA. Candidatos Tinelli e Segura se reunirão nesta sexta para propor solução

A primeira eleição direta para presidente da Associação de Futebol Argentina (AFA) terminou em vergonha: em uma votação entre dirigentes de 75 clubes, 76 votos foram registrados, com empate em 38 a 38 entre os dois candidatos, Luis Segura e Marcelo Tinelli. O absurdo erro aconteceu porque um dos eleitores incluiu duas cédulas no envelope, o que não foi detectado na apuração. Os dois candidatos se reunirão nesta sexta-feira para determinar os próximos passos, com a possibilidade de um governo de coalizão ou de uma nova votação.

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O resultado indica que um dos candidatos teria vencido por apenas um voto, não fosse a irregularidade. Uma convocação a votar de novo não foi concretizada porque dois dirigentes já haviam deixado a sede da AFA, em Ezeiza, a 50 quilômetros de Buenos Aires. Durante os últimos dias, cartolas denunciaram ameaças e a casa de um deles foi pichada. “Estamos em uma situação desgraçadamente insólita. Por um erro, vivemos uma situação que ninguém poderia imaginar. Alguém ganhou por um voto, praticamente um empate, mas não sabemos quem foi”, disse Segura. Ele pediu o adiamento da votação e sugeriu que procuraria Tinelli para formar um bloco “em função da divisão” na entidade.

Luis Segura está no cargo de maneira interina há um ano, desde a morte de Julio Grondona, que ocupou o posto por 35 anos sem oposição interna. Ele era visto como favorito no pleito. Seu adversário, Marcelo Tinelli, é o apresentador de televisão mais famoso do país. Ele conduz o programa Showmatch, um dos mais populares do país e também é vice-presidente do San Lorenzo, seu clube do coração e também do papa Francisco.

(com Estadão Conteúdo)