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Palmeiras arranca empate,mas rival São Paulo mantém tabu

Desde 2002, clube comandado por Felipão não vence Tricolor no Morumbi

O tabu permanece. Após uma série de interrupções – desde a forte chuva que atingiu a capital paulista à queda parcial de energia – que atrasaram o clássico por mais de uma hora, o São Paulo empatou com o Palmeiras por 1 a 1 e manteve uma série de invencibilidade que já dura 17 jogos no estádio do Morumbi. Fernandinho abriu o placar no primeiro tempo, enquanto Adriano, após expulsão de Alex Silva, no segundo tempo, igualou.

Confira a classificação do Campeonato Paulista

O resultado tira o Palmeiras da liderança do Campeonato Paulista. Os comandados de Luiz Felipe Scolari caem para a terceira colocação, com 21 pontos, dois a mais que o São Paulo, em quarto. Mirassol e Corinthians lideram a competição com 22 pontos.

Apesar da igualdade, o Tricolor paulista mantém uma invencibilidade que já dura nove anos jogando como mandante diante do Verdão. A última derrota aconteceu em 2002, quando o Palmeiras venceu o clássico por 4 a 2 – diga-se de passagem, com um gol de placa do meia Alex, hoje no Fenerbahce, da Turquia.

O jogo – Paulo César Carpegiani manteve o time que foi bem contra o Bragantino, deixou Rivaldo no banco e começou o jogo com dois volantes de boa saída de bola: Casemiro e Carlinhos Paraíba. Dúvida antes do clássico, Rogério Ceni também foi a campo.

Com o gramado pesado, o Palmeiras passava a assumir um teórico favoritismo no clássico. Mais leve, presumia-se que São Paulo fosse ter mais dificuldades em impor seu padrão de jogo. E foi realmente esse o cenário dos primeiros vinte minutos de partida.

Bem marcado, Lucas aparecia pouco. Dagoberto e Fernandinho paravam na melhor defesa do Paulistão. Enquanto isso, o Palmeiras tinha na garra de Valdivia e Kleber uma alternativa à dificuldade de a bola rolar. Bem armada, a zaga tricolor, porém, impedia que Rogério tivesse trabalho.

A partir dos 20 minutos, o São Paulo se encontrou em campo e começou a achar alternativas a Lucas na armação de jogadas. Em uma cobrança de falta na meia esquerda, Dagoberto surpreendeu ao bater direto para o gol e exigiu defesa difícil de Deola pelo alto.

O goleiro, porém, não teve a mesma sorte pouco depois. Fernandinho recebeu na esquerda da área, jogou a bola para o pé esquerdo e acertou um chute na veia, cruzado, sem chances para Deola. Logo em seguida, os refletores do Morumbi se apagaram, alguns jogadores relataram dificuldade de visão, e o jogo foi paralisado por cerca de 16 minutos.

A pausa desta vez foi boa para o São Paulo. Com o gramado cada vez mais seco, o time tricolor colocou a bola no chão e passou a chegar com mais perigo ao gol de Deola, que salvou o Palmeiras em um chute torto, sem ângulo, de Lucas, mas que tinha endereço certo. No lado oposto do campo, o Palmeiras só chegava pelas laterais, mas parava na bem postada defesa tricolor.

Na segunda etapa, o jogo ficou ainda mais pegado que na primeira etapa. Marcelo Aparecido de Souza parava a partida a todo momento, mas poupava cartões amarelos. O Palmeiras percebeu. Aos 13, Adriano perdeu o domínio da bola e se jogou no chão, simulando uma falta. Alex Silva se irritou, foi tirar satisfações com o atacante de forma ríspida e acabou expulso. No lance seguinte, Marcos Assunção, que havia passado ileso depois de um carrinho duro em Dagoberto na primeira etapa, derrubou Fernandinho e recebeu um amarelo. Com medo de perder o volante, Felipão tirou-o de campo e lançou João Vitor.

No São Paulo, a expulsão fez com que o time passasse a jogar com uma linha de quatro defensores, com os dois alas virando laterais. O Palmeiras ganhou terreno, cresceu, e chegou perto do gol de empate. Em uma pancada de Tinga num rebote da entrada da área, Rogério Ceni fez defesa de puro reflexo.

Carpegiani então mudou o time. Tirou Fernandinho, colocou Xandão e voltou a apostar no esquema com três zagueiros. Com Lucas mais adiantado, o São Paulo ficou mais perigoso. O problema é que o jovem logo cansou e saiu para a entrada de Rivaldo. Mais uma vez, o Palmeiras retomou o domínio do jogo. Aos 38 minutos, Adriano bateu cruzado, Rogério deu rebote e o atacante emendou mal, facilitando a vida do goleiro.

No minuto seguinte, Adriano se redimiu. Também na esquerda da área, ele recebeu passe açucarado de Kleber, bateu cruzado, seco, e empatou.