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Pacaembu promete campo impecável na volta entre Corinthians e Vasco

Por mais que chova em São Paulo o quanto choveu até a noite de quarta-feira no Rio de Janeiro – e não foi pouco -, o gramado do Pacaembu não ficará ruim como ficou o de São Januário na ida das quartas de final da Copa Libertadores, entre Vasco e Corinthians, que terminou sem gols. A garantia vem de quem realiza a manutenção no estádio paulistano.

De acordo com o engenheiro agrônomo Fábio Camara, independentemente do tempo o palco do duelo de volta do torneio continental estará impecável. ‘Com certeza, não ficaria daquele jeito nunca, porque é bem cuidado, a drenagem é excelente. Outro padrão’, disse à GE.Net.

O estado do gramado foi alvo de reclamação não só do lado visitante como também dos vascaínos. Já no dia seguinte ao jogo, a empresa responsável pela troca (no fim do ano passado) e manutenção da grama tomou medidas emergenciais a fim de corrigir o problema que se apresentou somente agora, depois de consecutivos dias de chuva na capital fluminense.

PACAEMBU JÁ FICOU ALAGADO

Apesar da boa drenagem, o Pacaembu já teve enormes poças, a ponto de tornar impraticável por longo período a disputa de uma partida do Corinthians. Em fevereiro de 2009, um temporal interrompeu o jogo no segundo tempo por uma hora e 40 minutos. ‘O volume de água que caiu naquele dia foi gigantesco, o filtro não suportou a quantidade. Não dava nem para enxergar do outro lado do campo. Logo depois secou’, defende Camara, ao lembrar que o confronto recomeçou e foi até o apito final do árbitro, terminando empatado por 1 a 1.

‘A grama, plantada recentemente, é proveniente de Ribeirão Preto, cujo solo é muito argiloso. Não ficou poça, a bola rolava, mas o campo encharcou. Vamos fazer um trabalho de areação e reconstruir a drenagem lateral. Acreditamos que ela tenha sido danificada na obra, porque não escoou a água’, explicou o técnico agrônomo Tovar Muzzi.

‘Além de ter chovido de domingo a quarta-feira, o Vasco não saía de São Januário há 15 dias, o que impediu que fizéssemos algumas atividades no local. Agora o time vai treinar no Cefan (Centro de Educação Física da Marinha) para podermos preparar as medidas necessárias e evitar que isso ocorra novamente’, acrescentou o responsável.

A probabilidade de chuva em São Paulo na próxima quarta-feira, dia do confronto de volta, é pequena: 5% segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE).