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Nas cadeiras do Maracanã, um protesto improvisado

Câmera VEJA

A cor predominante no Estádio do Maracanã nesta quinta-feira era o vermelho das camisas da seleção espanhola, vestidas tanto pelo torcedor visitante como pelos brasileiros que admiram os ídolos Xavi, Iniesta e Casillas. A seleção mais aplaudida foi a do Taiti, que contou com o apoio de quase todo o público, mesmo enquanto o time de amadores sofria uma goleada histórica, 10 a 0, no embate com os campeões mundiais. O momento mais barulhento do jogo, no entanto, foi uma breve mas potente manifestação de patriotismo do público. Enquanto o Rio de Janeiro se preparava para mais um enorme protesto nas ruas do centro, o torcedor que foi à partida gritou, em coro, as seguintes frases: “O povo unido jamais será vencido” e “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Em seguida, dezenas de milhares de pessoas cantaram o Hino Nacional. Nas cadeiras do Maracanã, muitos torcedores exibiram cartazes com mensagens similares às que são vistas nos protestos nas ruas das grandes cidades brasileiras. Assim como na véspera, em Fortaleza, no jogo entre Brasil e México, a Fifa não impediu a exibição das mensagens, como seria sua prerrogativa (o código de conduta do torcedor nos eventos da entidade proíbe manifestações de cunho político ou ideológico). Curiosa mesmo era a presença de torcedores com cartazes contrários à realização do Mundial no Brasil. Pareciam não ter notado que estavam justamente num ensaio para a Copa do ano que vem.

(Giancarlo Lepiani, com fotos de Ivan Pacheco, do Rio de Janeiro)

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