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Messi não acredita numa final entre Brasil e Argentina

Basta que um jogador tenha a bondade de parar para responder uma pergunta de um jornalista, para que se entenda por que a “zona mista” de uma partida de Copa do Mundo é chamada de… zona mista. Com celulares e gravadores estrangeiros indo em direção à boca do boleiro e raspando seu queixo, quem faz a pergunta tem de ser tão ligeiro quanto um Neymar para se desviar de cotoveladas argentinas, suíças, alemãs e do fogo amigo brasileiro. É um cada-um-por-si dos diabos, mas chega a valer a pena quando dá para esticar o braço para um Messi apressado, ziguezagueando o cercadinho que separa o tumulto jornalístico do caminho que o levaria ao ônibus da delegação argentina.

“Você acha que teremos uma final entre Brasil e Argentina?”, perguntei a Messi em “portunhol”. “No”, ele respondeu meio de lado, caminhando, depois de ter visto quem fez a pergunta.

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Diversão – Com 154 gols em 56 partidas, a Copa de 2014 superou antes do fim das oitavas os 147 tentos anotados nos 64 jogos do mundial de 2010, na África do Sul. Restando oito jogos – quatro nas quartas, dois nas semis, um da decisão de terceiro lugar e a final -, o torneio no Brasil pode de fato merecer o título de Copa das Copas, ao menos no número de gols, e superar os 171 anotados na França, em 1998. “Este Mundial está com nível muito bom. Tenho visto jogos muito disputados e muito divertidos”, disse Mascherano logo depois da emocionante vitória da Argentina sobre a Suíça, que a colocou nas quartas. “Esta é a grande diferença para o público em relação a 2010.” Para o volante argentino, as seleções americanas estão surpreendendo. “Seria injusto eleger apenas uma seleção surpreendente, mas a Costa Rica está fazendo algo extraordinário, assim como a Colômbia, por sua juventude e estilo. E a Argentina vem tocando a bola, girando, jogando como uma equipe ofensiva.”

Olé suíço – “Foi muito, muito bom”, disse em italiano o atacante suíço Ahmed Mehmedi sobre os gritos de “olé” que parte dos 63.255 torcedores o Itaquerão cantaram durante a prorrogação. Autor de dois belos dribles e um dos protagonistas daqueles 90 segundos em que sua seleção colocou os argentinos na roda, o atacante do Freiburg (Alemanha), que nasceu na Macedônia e mudou-se com a família para a Suíça aos 2 anos de idade, em 1993, não conseguia esconder o abatimento após a eliminação. “Não estou feliz pela partida, mas pela forma como os brasileiros torceram para a Suíça hoje. A maioria das pessoas achava que a Argentina venceria fácil, mas jogamos bem. Apesar da tristeza, vou lembrar da recepção muito boa na cidade, de um Mundial bem organizado e de um povo muito legal.”