Menos vazada, zaga do Timão pouco exige de Julio Cesar e reservas

A marca do Corinthians de Tite é sofrer poucos gols. Foi assim no ano passado e tem sido assim também nesta temporada. Tanto que é o menos vazado do Campeonato Paulista (dez gols sofridos em 18 rodadas) e da Copa Libertadores (dois em cinco). Mérito, como sempre dizem os jogadores, repartido não só entre os defensores, mas também entre os homens do meio-campo para frente.

‘Nosso time se doa bastante para conseguir marcar. Começa lá do ataque até chegar em mim. Isso resume nossa maneira equilibrada de jogar’, explica o camisa 1 Julio Cesar, que consequentemente é um dos goleiros menos acionados nos dois torneios. ‘Quanto menos trabalhar, melhor. Mas isso também te dá responsabilidade maior, porque você tem que defender quando a bola vai no gol’.

Na Libertadores, as retaguardas que mais se aproximam do Corinthians são as de Fluminense, Boca Juniors (Argentina), Vélez Sarsfield (Argentina) e Cruz Azul (México), que já tiveram suas redes balançadas três vezes cada até o momento.

Neste domingo, o time comandado pelo técnico Tite dá uma pausa no torneio continental e concentra suas atenções no Paulista. Diante da Ponte Preta, em Campinas, o Corinthians tenta ultrapassar o líder São Paulo, que soma os mesmos 43 pontos e leva vantagem no saldo de gols. Com um tropeço tricolor, a equipe alvinegra pode avançar ao mata-mata na ponta.

‘A gente sabe que a Libertadores é o sonho de todo corintiano. É muito mais externado do que em Campeonato Paulista. Mas são jogos, temos que vencer todos, tratar todos da mesma maneira’, advertiu Julio Cesar, que, apesar do foco nas duas competições, ganhará descanso e dará lugar ao substituto imediato Danilo Fernandes – a opção no banco de reservas em Campinas será Cássio.