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Mascherano é acusado de formar ‘seleção de amigos’ na Argentina

Ex-preparador físico da equipe disse que o volante do Barcelona participa da escolha dos convocados. E também criticou Messi por não "sentir a camiseta"

A crise na seleção argentina parece não ter fim. Nesta quinta-feira, Carlos Dibos, um ex-preparador físico da equipe, deu uma incendiária entrevista à emissora TyC Sports na qual acusou o volante Javier Mascherano de influenciar as convocações da seleção Argentina. O jogador do Barcelona respondeu prontamente, negou a existência de um “clube de amigos” e atacou o ex-colega.

Dibos trabalhou na seleção argentina entre 2006 e 2008 – portanto, nos primeiros anos de Mascherano e Lionel Messi no time – e é casado com a irmã do treinador Diego Simeone, que já negou algumas vezes o convite para dirigir a Argentina. “Mascherano entrega a lista do clube de amigos aos treinadores”, afirmou Dibos, que ainda considerou que Mascherano faz parte de um grupo de “sete ou oito jogadores que já cumpriram seus ciclos na seleção”.

Há algum tempo, o termo “clube de amigos de Messi” (não de Mascherano) é motivo de acaloradas discussões na Argentina. Muitos jornalistas e torcedores consideram que jogadores como Sergio Aguero e Ezequiel Lavezzi são convocados por influência do camisa 10 – e que esse também seria o motivo para Carlos Tevez e o “fura-olho” Mauro Ircardi não serem chamados.

Mascherano, sempre discreto em entrevistas e nas redes sociais, não aceitou a acusação e respondeu prontamente. Em um comunicado, disse que “é uma lástima para o futebol argentino que um profissional como o Sr. Dibos, que trabalhou conosco na seleção, me responsabilize por coisas tão grave como as que mencionou. Posso aceitar qualquer tipo de críticas sobre meu nível de jogo, mas não assim. Tenho a consciência tranquila que jamais intervim em uma decisão de um treinador. ”

Mascherano disse ainda que prefere não comentar sobre o período em que trabalhou com Dibos, nem dar sua opinião sobre o profissionalismo do ex-preparador físico, mas lamentou “muitíssimo que o futebol argentino conte com gente desta qualidade humana.” Dibos também atacou Messi. Disse que o craque, que está suspenso pela Fifa, “não sente a camiseta como fazia Maradona” e que deixou de ser o melhor do mundo. “Hoje, o Neymar é melhor.”

Com a Argentina em quinto nas Eliminatórias para a Copa de 2018, o técnico Edgardo Bauza está cada vez mais pressionado no cargo. Segundo vários veículos de imprensa argentinos, Simeone, cunhado de Dibos e técnico do Atlético de Madri, recusou mais um convite. Jorge Sampaoli, do Sevilla, passou a ser o nome mais especulado no país. Por enquanto, Bauza segue no cargo.