Marcelo ‘se vinga’ do técnico Ancelotti invadindo entrevista

O italiano revelou que o lateral da seleção brasileira não gostou de esquentar o banco. Pouco antes, o atleta havia comandado uma invasão à sala de imprensa

Marcelo lidera a invasão dos jogadores à entrevista de Ancelotti

Marcelo lidera a invasão dos jogadores à entrevista de Ancelotti (VEJA)

“Desde o primeiro dia, quando fui visitar a sala de troféus, disse ao presidente: ‘Falta uma taça aqui’,” contou o técnico, que agora é um dos recordistas em títulos europeus conquistados

Na véspera da final da Liga dos Campeões, o experiente técnico italiano Carlo Ancelotti, que já tinha quatro títulos do torneio (dois como jogador, dois em sua atual função), fez uma revelação surpreendente, principalmente quando o assunto é um clube como o Real Madrid, cujo elenco é recheado de astros. De acordo com o treinador, durante a temporada inteira, nenhum atleta tinha manifestado insatisfação porque achava que não merecia ficar no banco. “Talvez tenha sido a primeira vez na carreira que tenha trabalhado com um grupo em que não houve um problema sequer de jogador descontente”, dizia ele na sexta à noite.Mas o brasileiro Marcelo, titular da lateral esquerda da seleção de Luiz Felipe Scolari, tratou de acabar com essa experiência inédita justamente no sábado, dia da partida mais importante do ano. “Marcelo não estava nada satisfeito por não jogar”, confessou Ancelotti depois da vitória do Real, 4 a 1 sobre o Atlético de Madri. Marcelo ficou na reserva de Fábio Coentrão e entrou aos 15 minutos do segundo tempo. Marcou o terceiro gol da equipe, já na prorrogação.

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O brasileiro deu o troco no chefe à sua maneira: pouco antes de o italiano falar sobre sua irritação por ficar no banco, Marcelo havia liderado uma barulhenta invasão de jogadores, de garrafa de champanhe em punho, à sala onde Ancelotti concedia uma entrevista coletiva. O técnico foi abraçado pelos atletas (Sérgio Ramos, Khedira, Pepe, Isco, Morata), que gritaram e pularam sobre o palco. Depois que os jogadores foram embora e Ancelotti prosseguiu com a entrevista, o italiano elogiou bastante o brasileiro – que, segundo ele, foi uma das chaves para a virada do Real em Lisboa. “O Marcelo entrou e foi determinante”, reconheceu. Agora tricampeão do torneio como treinador (ele iguala o recorde de Bob Paisley, lendário comandante do Liverpool nos anos 1970 e 1980), Ancelotti, um especialista na competição, também admitiu que pensava na conquista deste sábado desde que chegou ao clube, no início da temporada europeia. “Desde o primeiro dia, quando fui visitar a sala de troféus, disse ao presidente: ‘Falta uma taça aqui’. Para conquistá-la, precisei do esforço de todos, então sou grato aos jogadores. Senti muita confiança de todo o clube. Tivemos toda a tranquilidade necessária para vencer.”

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2013: Bayern

Depois de perder duas decisões em três anos – uma delas, em seu próprio estádio -, o Bayern não deixou passar a terceira oportunidade de levantar a taça. Em um clássico alemão, a equipe de Munique derrotou o Borussia por 2 a 1 no Estádio de Wembley.

2012: Chelsea

A equipe londrina surpreendeu e conquistou seu primeiro título contra o Bayern de Munique, na casa do adversário, a Allianz Arena. Didier Drogba foi o grande destaque da final, que foi decidida nos pênaltis depois de empate por 1 a 1 no tempo normal.

2011: Barcelona

Com Messi inspirado e com Pep Guardiola como técnico, o Barça foi campeão no Estádio de Wembley, em Londres, fazendo 3 a 1 no Manchester United. O jogo é considerado uma das melhores da fase de ouro da equipe catalã sob o comando de Guardiola.

2010: Internazionale

O argentino Milito foi o destaque na vitória da equipe italiana sobre o Bayern, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri – fez os dois gols na vitória por 2 a 0 e deu à Inter de Milão um título que não conquistava desde a década de 1960. Mourinho era o técnico.

2009: Barcelona

Eto’o e Messi marcaram os gols da vitória catalã no Estádio Olímpico de Roma, contra o Manchester United de sir Alex Ferguson e da dupla de ataque formada por Rooney e Cristiano Ronaldo. Foi o terceiro título do torneio continental para o Barça.

2008: Manchester United

Na final entre os ingleses, a equipe de Alex Ferguson levou a melhor sobre o Chelsea, no Estádio Luzhniki, em Moscou. No tempo normal, Cristiano Ronaldo abriu o placar e Lampard empatou. Na cobrança de pênaltis, Anelka perdeu e o United comemorou.

2007: Milan

Com grandes atuações de Kaká e Inzaghi, a equipe italiana se vingou da derrota para o Liverpool na final de 2005. A decisão disputada no Estádio Olímpico de Atenas foi totalmente dominada pelo Milan, que conquistou seu sétimo título da Liga dos Campeões.

2006: Barcelona

Com Ronaldinho Gaúcho em grande fase, o Barça era favorito contra o Arsenal no Stade de France, em Paris. Os ingleses saíram na frente com Campbell, mas os catalães viraram com gols de Eto’o e do brasileiro Belletti. Foi o bicampeonato do Barcelona.

2005: Liverpool

Uma das maiores surpresas da história do torneio – não pela vitória da equipe inglesa, clube tradicional na competição, mas sim pela recuperação histórica. O Milan vencia por 3 a 0 no intervalo em Istambul. O Liverpool buscou o empate e venceu nos pênaltis.

2004: Porto

Carlos Alberto e Deco estavam entre os destaques da jovem equipe do Porto treinada por um então desconhecido, José Mourinho. Do outro lado estava outra zebra, o Monaco. A final, disputada em Gelsenkirchen, terminou com vitória dos portugueses, 3 a 0.

2003: Milan

A final entre dois italianos no estádio Old Trafford, em Manchester, foi marcada pelo enorme equilíbrio. Milan e Juventus ficaram no 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Na disputa por pênaltis, Dida defendeu três cobranças e Shevchenko selou a vitória do Milan.

2000: Real Madrid x Valencia

2003: Milan x Juventus

2008: Manchester United x Chelsea