Maradona quer treinar Balo: ‘Contaria minhas experiências’

Ex-craque argentino pede que atacante italiano seja 'deixado em paz' para jogar

“Ninguém pode ensiná-lo a viver. Deixem-no em paz”, disse Maradona

Dois dos astros mais explosivos e controversos do futebol europeu nas últimas décadas gostariam de trabalhar juntos. Depois do atacante Mario Balotelli, do Milan, elogiar muito o ex-craque Diego Maradona, nesta segunda-feira foi a vez do argentino defender o atleta – que, no fim de semana, voltou a ser notícia ao ter uma crise de choro depois de ser substituído na partida entre Napoli e Milan. Em passagem por Dubai, Maradona se disse um admirador de Balotelli e afirmou que gostaria muito de ser o técnico de uma equipe que contasse com o artilheiro italiano, que recentemente o chamou de “gênio”.

Leia também:

Maradona: ‘Precisamos bater o Brasil. Eles estão terríveis’

Para italiano, os protestos não preocupam. Já Balotelli…

“Seria um enorme prazer ser seu treinador. Não sei por que todos se posicionam contra ele e tentam deixar sua vida mais difícil. Gostaria de conversar cara a cara com Mario, os dois sozinhos num quarto. Contaria a ele as minhas experiências e saberia o que fazer com elas. Ele seria julgado só pelo que faz em campo”, disse o argentino, que não gosta das críticas à personalidade do jogador. “Ninguém pode ensiná-lo a viver. Deixem-no em paz”, completou Maradona em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport. Balotelli ainda não explicou o motivo das lágrimas no banco depois de deixar a partida contra o Napoli.

Assim como o ex-craque argentino, Balotelli já se envolveu em muitas confusões na carreira. Quando ainda atuava pela Inter, por exemplo, vestiu uma camisa do Milan na TV. Também fez gestos obscenos à torcida do próprio time. No Manchester City, atirou dardos em um jogador das categorias de base do clube, invadiu uma escola para ir ao banheiro, incendiou a própria casa com fogos de artifício e chegou a abandonar uma partida dizendo que estava com alergia à grama. Maradona tem um longo histórico de envolvimento com drogas e foi flagrado no exame antidoping, por uso de efedrina, na Copa de 1994.

(Com agência Gazeta Press)