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Malcolm aprova segunda chance a dopados, mas pede leis mais rígidas

Um dos mais veteranos corredores garantidos em Londres-2012, após o segundo lugar nos 200m na Seletiva Olímpica inglesa, conquistado neste final de semana, Christian Malcolm afirmou aprovar a segunda chance a atletas pegos no exame antidoping. Apesar disso, o galês pediu maior rigorosidade na criação e na aplicação de leis ligadas à prática antidesportiva.

Segundo Malcolm, de 33 anos, o retorno de atletas pegos no doping à competições é válido como comparação entre o seu desempenho antes e depois do uso de substâncias ilegais.

‘Não me importo de ver um dopado voltar a competir porque quero ver o que eles podem produzir quando não estão sob o efeito de substâncias’, diz, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail. ‘Isso traz um autoquestionamento, pensando: ‘Eu não tenho capacidade de correr, competir, porque não estou tomando nada’. Você sabe quando é, naturalmente, um bom atleta., complet

O tom irônico de Malcolm deu lugar a cobranças e críticas à WADA, sigla inglesa para Agência Mundial Antidoping. Para o britânico, a instituição ainda age sem o rigor necessário em grande parte dos casos.

‘Temos que mudar o foco para a WADA, pressioná-la para aumentar o tempo de suas decisões. Um banimento de dois anos é muito brando. Acredito que uma punição de quatro anos, além do banimento de competições olímpicas, seria mais justa’, reclama. ‘Eu realmente acredito em segundas chances, mas a regra deve ser a mesma para todos. A WADA precisa do controle total da situação’, conclui.