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Maior boxeador brasileiro, Eder Jofre completa 80 anos

Bicampeão mundial será homenageado neste sábado em Santos

O boxe brasileiro viverá uma grande festa neste sábado, dia em que Eder Jofre, o maior pugilista do país em todos os tempos, completa 80 anos. O bicampeão mundial será homenageado nesta noite em uma cerimônia em Santos. Desde 2013, 26 de março é considerado o Dia Nacional do Boxe, em lei criada pelo então deputado federal Acelino “Popó” Freitas, que estará presente na festa para Eder neste sábado.

No evento, que acontecerá no Mendes Plaza Hotel de Santos, Eder Jofre será homenageado pelos outros três brasileiros campeões mundiais: Popó, Miguel de Oliveira e Valdemir dos Santos Pereira, o “Sertão”. Servílio de Oliveira, bronze na Olimpíada do México, em 1968, e Yamaguchi Falcão, bronze em Londres-2012 também confirmaram presença na festa para o ídolo.

O último nocaute de Eder Jofre

“A importância do legado de Éder Jofre é mundial, pois ele é reconhecido como o maior peso galo da era moderna. Ao cultuarmos a lenda estamos dando uma grande contribuição à atual e às futuras gerações, ensinando que a nobre arte promove a inserção social e molda cidadãos que fazem a diferença na comunidade em que atuam”, afirma o empresário Pepe Altstut, organizador da festa. No ano passado, Altstut já havia inaugurado bustos de Eder Jofre, Popó e Miguel de Oliveira na Arena Santos, no dia Nacional do Boxe.

Eder Jofre, o primeiro brasileiro campeão mundial de boxe

Eder Jofre, o primeiro brasileiro campeão mundial de boxe (VEJA)

Carreira – Éder Jofre foi bicampeão mundial pelo Conselho Mundial de Boxe (CMB) em duas categorias, galo e pena. Famoso pelo estilo técnico com forte pegada, o “Galinho de Ouro” somou 75 vitórias, 52 por nocaute, 4 empates e 2 derrotas em sua carreira.

Nascido em São Paulo, Eder tinha o boxe no sangue: é filho do pugilista argentino José Aristides Jofre, conhecido como “Kid Jofre”, morto em 1974. Éder iniciou sua carreira em 1953 lutando como amador pelo São Paulo Futebol Clube e disputou os Jogos Olímpicos de Melbourne, em 1956 – lesionado, perdeu na segunda luta.

Estreou como profissional em 1957 e no ano seguinte sagrou-se campeão brasileiro peso galo. Em 1960 conquistou o título sul-americano contra o argentino Ernesto Miranda. No mesmo ano mudou-se para os Estados Unidos e tornou-se campeão mundial pela National Boxing Association (NBA), vencendo o mexicano Eloy Sanchez por nocaute.

Em 1961 unificou os títulos da categoria galo ao vencer o irlandês Jhonny Caldwell, campeão da versão Europeia, conseguindo manter o título mundial até 1965, ganhando todas as lutas por nocaute. Suas únicas derrotas, ambas com resultados contestados, foram para o japonês Masahiko “Fighting” Harada, em 1965 e 1966.

Em 1970 Éder voltou aos ringues, lutando no peso pena. Conquistou 25 vitórias, sendo uma delas sobre o cubano José Legra, em 1973, que lhe valeu o título mundial do Conselho Mundial de Boxe (CMB) em uma categoria superior a que ele começou, tornando-se bicampeão mundial. Eder se aposentou em 1976 e é considerado por muitos especialistas como maior peso galo do boxe de todos os tempos.

Eder vem enfrentando problemas de saúde nos últimos anos, sobretudo depois da morte da esposa, Maria Aparecida Jofre, em 2013. Ele chegou a ser internado com depressão e lapos de memória.

(da redação)