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Justiça da Bolívia nega liberdade aos 12 corintianos

Depoimento de menor no Brasil não foi levado em conta

A Justiça boliviana negou nesta terça-feira o pedido de relaxamento da prisão preventiva dos 12 torcedores do Corinthians acusados de envolvimento na morte do garoto Kevin Espada, atingido por um sinalizador na partida contra o San José, em Oruro, no último dia 20. Após longa audiência, a juíza Virginia Colque determinou que eles continuem detidos. O advogado Michel Blancourt e um diplomata brasileiro participaram da sessão. Além de reclamar do tratamento recebido pelos alvinegros, a defesa alugou uma casa em Cochabamba para que eles pudessem ter residência no país e responder em liberdade ao processo. Com a decisão da juíza, o imóvel não será utilizado.

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A expectativa é que a investigação leve ao menos meio ano, motivo pelo qual a defesa deverá tentar que a Justiça reconsidere a acusação. Caso contrário, os torcedores seguirão presos até o julgamento. A juíza responsável pelo caso não levou em conta a confissão do menor de 17 anos associado à Gaviões da Fiel, que se apresentou à polícia em Guarulhos, há duas semanas. O depoimento não consta no inquérito e nem foi levado em conta na tentativa de apelação apreciada nesta terça-feira.

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Enquanto isso, em São Paulo, antes da negativa de liberdade dos corintianos, torcedores voltaram a protestar em frente ao Consulado da Bolívia. “Não é mole, não, alô, Bolívia, libera os irmão (sic)” era o grito de guerra dos manifestantes, que também cantaram o nome dos doze presos. Não houve tumulto, mas a manifestação também não deu nenhum resultado.