Isinbayeva recorrerá ao Tribunal dos Direitos Humanos

Bicampeã olímpica criticou o próprio país pela falta de apoio nos julgamentos que culminaram na exclusão do atletismo russo da Rio-2016

A bicampeã olímpica de salto com vara Yelena Isinbayeva recorrerá ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, em Estrasburgo, na França, contra a decisão de excluir a equipe da Rússia de atletismo da Olimpíada do Rio de Janeiro. O anúncio sobre a ação foi feito nesta segunda-feira pelo técnico da atleta russa, Yevgueni Trofimov, em entrevista à Agência R-Sports. No domingo, o Comitê Olímpico Internacional (COI) ratificou a decisão da Associação Internacional de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) de banir a equipe russa devido a um escândalo de doping.

“Após o ocorrido, Yelena recorrerá ao Tribunal de Direitos Humanos de Estrasburgo, porque para ela e toda a equipe a decisão não está de acordo com o direito”, disse o treinador. Trofimov ainda se disse decepcionado com a reação das autoridades russas à decisão do COI. “Deram de ombros.” O ministro de Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, chegou a agradecer o COI por não excluir toda a equipe olímpica da Rússia dos Jogos, sem fazer qualquer menção à punição ao atletismo.

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Isinbayeva também fez duras críticas ao governo e à federação da Rússia por não apoiá-la. A atleta de 34 anos se preparava para o que seria sua última Olimpíada. Sem ter seu nome envolvido nos escândalos de dopagem envolvendo atletas e entidades russas, Isinbayeva considerou sua exclusão injusta.

“Não vou voltar ao degrau mais alto do pódio nos Jogos Olímpicos, ouvir o hino nacional russo em minha honra e agradar aos fãs. Deus, como estou ferida por esta injustiça. Nossa defesa foi fraca, eu diria que zero. Ninguém se levantou e defendeu os meus direitos. É triste”, desabafou a russa em uma postagem em seu Instagram.

“São lágrimas de impotência perante esta ilegalidade. As lágrimas são de consciência de tudo que fiz pelo atletismo. Minha vitória em Cheboksary continua sendo o melhor resultado da temporada no mundo. O que eu poderia dar ao mundo no Rio e as emoções continuarão sendo um mistério”, completou a russa.

Ну вот и все… Закончилась наша борьба за Рио… Не судьба мне вновь встать на высшую ступень пьедестала на Олимпиаде, не прозвучит больше гимн России в мою честь, не порадую больше своих дорогих болельщиков полетами через планку… Боже, как же обидно от такой несправедливости. Слабая у нас защита, я бы сказала нулевая. Никто не отстоял и не защитил мои права. Грустно до слез от собственного бессилия перед этим беззаконием и беспределом. Слезы по щекам от осознания всего, что я сделала для легкой атлетики. Мы с Евгением Васильевичем опередили время на 10 лет. Своими мировыми рекордами и победами, прыжки с шестом стали видом номер один в мировой легкой атлетике. Моя победа в Чебоксарах по сей день остаётся лучшим результатом сезона в мире. Что я могла бы подарить миру в Рио, какую высоту, какие эмоции, так и останется загадкой… И для меня тоже… Хочу разрыдаться…

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(com agência EFE)

Comentários

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  1. Antonio Carlos de Lima Prado

    O governo russo não podia dizer nada em defesa de seus atletas, diante de tanta evidencia de doping institucionalizado, quantas medalhas não foram ganhas indevidamente, quantos atletas não ficaram frustados pela desonestidade russa, tem mais é que ser banidos mesmo.

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