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Holanda marca dois no fim e elimina México

México tinha a vitória nas mãos, mas levou dois gols nos minutos finais e foi eliminado nas oitavas de final pela sexta vez consecutiva

Contando com o calor de Fortaleza e a força da torcida que invadiu o Castelão a seu favor, o México teve a classificação nas mãos, mas levou dois gols da Holanda nos minutos finais e foi eliminado nas oitavas de final pela sexta vez consecutiva com uma inacreditável derrota por 2 a 1. O México saiu na frente com Giovani dos Santos e segurou a vantagem com grandes defesas de Guillermo Ochoa até os 43 minutos da segunda etapa. No entanto, os gols de Wesley Sneijder e Klaas-Jan Huntelaar frustraram o sonho mexicano de igualar as melhores campanhas de sua história (apenas em 1970 e 1986, quando sediou o Mundial, a equipe chegou entre os oito melhores). Ao final do jogo, torcedores e atletas mexicanos pareciam não acreditar no apagão dos minutos finais e deixaram a arena cearense chorando. Na próxima fase, a Holanda enfrentará o vencedor de Costa Rica e Grécia, no próximo sábado, em Salvador.

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Desde o início, Louis Van Gaal teve problemas para armar a equipe holandesa. Logo aos oito minutos, o técnico se viu obrigado a mexer na formação tática do time, quando o volante Nigel De Jong saiu lesionado para a entrada do zagueiro Bruno Martins. Com isso, Daley Blind, que vinha se destacando na lateral-esquerda neste Mundial, foi jogar no meio-de-campo e o atacante Dirk Kuyt foi deslocado para a ala. Talvez por isso, a Holanda tenha se fechado e dado muitos espaços para os mexicanos. O meia Miguel Layún arriscou duas vezes de fora da área, mas a bola foi para fora. Aos 16 minutos, Giovani dos Santos e Oribe Peralta fizeram boa tabela e a bola chegou a Héctor Herrera, que girou e bateu com muito perigo, à direita da meta de Jasper Cillessen. Três minutos depois, o mesmo Herrera dividiu bola com Ron Vlaar e Stefan De Vrij na área. O mexicano reclamou que ambos os adversários levantaram demais a perna na jogada, mas o árbitro português Pedro Proença nada marcou.

Do lado holandês, os destaques Arjen Robben e Robin Van até levantaram a torcida com alguns bons dribles, mas só levaram perigo ao gol de Guillermo Ochoa, aos 44 minutos, em outro lance controverso. Van Persie se aproveitou de bobeada da zaga mexicana e passou para Robben. No momento em que o craque ia se ajeitar para bater, Rafa Márquez e Héctor Moreno chegaram dividindo. A Holanda reclamou muito de pênalti no lance, mas novamente o árbitro português considerou a jogada normal.

A Holanda parecia disposta a repetir a estratégia do último jogo, contra o Chile: segurar o ímpeto do rival na primeira etapa e guardar energias para a segunda metade. No entanto, o México atrapalhou completamente os planos de Van Gaal já no segundo minuto: o meia Giovani dos Santos se livrou bem da marcação na entrada da área e chutou forte, de esquerda, sem defesa para Cilessen. Pouco depois, Peralta voltou a assustar em chute de longe, mas desta vez o goleiro holandês voou para fazer a defesa. A Holanda se viu obrigada a encarar o calor cearense e foi ao ataque, mas esbarrou em mais uma tarde inspirada do goleiro Guillermo Ochoa. Aos 12 minutos, De Vrij desviou após cobrança de escanteio, mas Ochoa defendeu com incrível reflexo (a bola ainda bateu na trave no lance).

Aos 28 minutos, voltou a aparecer o talento de Robben e a estrela de Ochoa. O atacante holandês invadiu a área deixando zagueiros para trás e bateu de direita, mas o goleiro mexicano fechou muito bem o ângulo. No, entanto, quando tudo parecia perdido para a Holanda, o meia Sneijder, carrasco do Brasil em 2010, pegou sobra na área e empatou o jogo com um violento tiro de direita. O México acusou o golpe e cedeu espaços aos atuais vice-campeões nos acréscimos. Aos 48 minutos, o experiente zagueiro Rafa Márquez derrubou Robben na área e o juiz apitou a penalidade. Na cobrança, Huntellar deslocou Ochoa e fez chorar os mexicanos no Castelão.