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Finalista em Pequim-08, amazona deixa Brasil atrás de nova vaga

No hipismo há 28 anos, Camila Mazza precisou enfrentar a competição desigual com os compatriotas que competem no exterior na briga por uma vaga olímpica, além de contar com a lesão da égua de um companheiro de equipe, para pariticipar dos Jogos de Pequim-2008, onde chegou à final e acabou como a representante do País melhor colocada. A fim de evitar passar por todo o processo novamente para conseguir ir a Londres, a amazona se mudou para Valkenswaard, na Holanda, em janeiro de 2010.

CBH prioriza ‘gringos’ e irrita brasileiros

Enquanto montou no Brasil, Camila foi parte da polêmica que começou no Pan-americano do Rio de Janeiro, em 2007, quando os cavaleiros que atuavam no País reivindicaram mais espaço na equipe junto à Confederação Brasileira de Hipismo (CBH). Desde então, o time verde-amerelo passou a ter pelo menos um representante ‘brasileiro’ em meio àqueles que fizeram sua carreira na Europa.. ‘Eram os quatro melhores naquele momento’, reconheceu Camila, que acabou competindo por conta da lesão da égua AD Picolini, de Dod

Sob o dorso de Bonito Z, Mazza, ao contrário dos ‘estrangeiros’ da equipe, não deixou a desejar e foi a única brasileira a se classificar para a final, terminando como o décimo melhor conjunto da competição. ‘Participei de todas as seletivas no Brasil, mas, antes de ir para Pequim, fiquei quatro meses na Bélgica participando de concursos para aprimorar minha equitação

A ida para Europa parecia ser inevitável. Já faz dois anos que Camila trabalha para o comerciante de cavalos Tim Collins, além de dar aulas de hipismo na Holanda. Ela, portanto, não teve que passar pelo processo seletivo no Brasil, que agora consiste em levar os três melhores cavaleiros para um período de testes no Velho Continente, onde a equipe será definida por uma comissão julgadora, formada por cinco pessoas.

‘Tem excelentes cavaleiros no Brasil, com excelentes cavalos. Mas, pensando em um campeonato no nível que é uma Olimpíada, é importante que a preparação seja feita na Europa, onde você tem contato com os melhores do esporte. Aqui você consegue dar um upgrade’, acredita a amazona.A preparação de Mazza rumo a Londres teve que ser interrompida por três semanas, por conta de uma queda de cavalo que quebrou sua clavícula no final de março. De volta às pistas, ela mostra estar sem traumas e já acumula bons resultados nos concursos europeus, com o animal Willink, de nove anos.

‘Fiquei quase um mês parada, justo quando o cavalo vinha melhorando. Tive que mudar toda a minha programação, mas estou conseguindo recuperar o tempo perdido. O Willink é um cavalo jovem para saltar Grande Prêmio, só está alcançando a maturidade agora, tenho que ter paciência, mas ele tem muita qualidade’, analisou.

Como reserva ou titular, Camila Mazza espera compor a equipe que defende o País em Londres para tentar repetir o desempenho de quatro anos atrás – quando ainda era ‘brasileira’. As dificuldades com o novo cavalo, ou a concorrência de grandes centros do esporte como Alemanha e Estados Unidos, principalmente, não impedem a amazona de sonhar. ‘No momento certo, o Brasil sempre consegue chegar bem. Vamos conquistar uma medalha