Filho de Pelé será apresentado como novo técnico do Água Santa

Ex-goleiro do Santos, Edinho Nascimento ficou mais conhecido por suas prisões e envolvimento com o tráfico de drogas do que por sua carreira no futebol

O Água Santa apresentará nesta terça-feira o ex-goleiro Edinho, filho de Pelé, para a vaga de treinador. Ele terá seu primeiro desafio com a equipe de Diadema a partir de 10 de julho, quando inicia campanha na Copa Paulista, contra o Santo André. Edinho, de 45 anos, assinou um vínculo que vai até o fim da Série A2 do Campeonato Paulista de 2017 – o Água Santa estreou na elite do estadual neste ano, mas ficou na 15ª posição e não conseguiu escapar do rebaixamento.

Esta é a segunda oportunidade de Edinho como técnico. Em abril do ano passado, foi contratado pelo Mogi Mirim na Série B do Campeonato Brasileiro, mas permaneceu no comando da equipe do interior paulista apenas por um mês, sem vencer: foram quatro jogos (duas derrotas e dois empates). Sua demissão foi anunciada pelo também ex-jogador Rivaldo, na época o presidente do Mogi. Antes de seu primeiro trabalho como treinador, Edinho atuava na comissão técnica do Santos como auxiliar.

Como jogador, não teve grande destaque. Concluiu duas passagens pelo Santos (1990-1991 e 1994-1998), tendo em 1995 seu melhor ano, quando chegou ao vice-campeonato do Brasileirão como goleiro titular. Também atuou na Portuguesa Santista, no São Caetano e na Ponte Preta, onde terminou sua carreira em 1999, aos 28 anos.

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Prisão – Conhecido mais por seus problemas fora do futebol, Edinho já foi preso algumas vezes: o herdeiro de Pelé foi detido pela primeira vez em junho de 2005, junto com mais de 50 pessoas ligadas ao tráfico de drogas.

Ele foi acusado de envolvimento com o traficante Ronaldo Duarte Barsotti, o Naldinho, sendo libertado em dezembro daquele ano. Mas foi novamente preso em fevereiro de 2006, desta vez, com acusação do Ministério Público de lavagem de dinheiro, proveniente do tráfico de drogas. As investigações do caso começaram em 2005, com a Operação Indra, organizada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc).

Em meados de 2014, ele foi condenado pela justiça a cumprir pena de 33 anos por lavagem de dinheiro e chegou a ser preso por uma semana, em julho daquele ano, conseguindo posteriormente liberdade provisória. Respondendo em liberdade e apresentando sua defesa sem poder sair do país, Edinho foi para a cadeia novamente em novembro de 2014 por ordem de captura definitiva expedida pela Justiça, mas o ex-atleta foi solto dias depois com um pedido de habeas corpus.

(Da redação)