Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Filho de Jérôme Valcke trabalha na CBF

Sébastien Valcke é diretor internacional da área de marketing da entidade desde o ano passado

Sébastien Valcke, filho do secretário-geral da Fifa Jérôme Valcke, trabalha na CBF desde o ano passado. O jovem de 27 anos foi contratado pelo então presidente José Maria Marin – que segue preso na Suíça, acusado de corrupção -, para ser diretor internacional da área de marketing da entidade. A contratação teve aval do atual presidente, Marco Polo Del Nero. Sébastien mudou para o Rio de Janeiro antes da Copa do Mundo de 2014.

Leia também:

Secretário-geral da CBF descarta renúncia de Del Nero

Carta desmente Fifa sobre envolvimento de Valcke em escândalo

Zico levanta a possibilidade de se candidatar à presidência da Fifa

A contratação atendeu a pedido de Valcke, embora o segundo homem na hierarquia da Fifa diga que o filho “caminha com suas próprias pernas”. Sébastien é encarregado de fazer todo o trabalho envolvendo o marketing de amistosos da CBF, cuja promoção e organização esta a cargo da Fifa.

A contratação do filho de Valcke foi confirmada por dois funcionários ligados à Fifa e por um ex-funcionário da CBF. No ano passado, Sébastien trabalhou na Copa do Mundo no Brasil como vice-coordenador geral da Fifa para os jogos no Maracanã. Ele tem uma empresa de marketing registrada na Itália e, durante a Copa, morava em um apartamento do ex-jogador Ronaldo, alugado por 50.000 reais mensais – o mesmo que o ex-jogador já havia alugado ao cartola na Copa das Confederações em 2013.

Jérôme Valcke, por sua vez, teve seu nome envolvido nos escândalos na Fifa. Na segunda-feira, o jornal americano The New York Times informou que o secretário-geral transferiu 10 milhões de dólares a contas administradas pelo ex-presidente da Concacaf, Jack Warner – acusado pela Justiça americana de corrupção – para que ele respaldasse a candidatura da África do Sul como sede da Copa de 2010. A Fifa negou as acusações: disse que a quantia saiu do comitê de organização da Copa do Mundo de 2010 e que o responsável pela negociação foi o argentino Julio Grondona, que comandava as finanças da entidade e morreu no ano passado.

(Com Estadão Conteúdo)