Façanha italiana: dividir a posse de bola com a Fúria

O jogo em números

A Espanha bem que tentou jogar como sempre faz: tocando a bola de pé em pé e colocando o adversário para correr atrás dela. Mas o que se viu na partida entre a Fúria e a Itália, nesta quinta-feira, em Fortaleza, foi uma pressão italiana no campo de ataque. Nos 25 minutos iniciais, a Espanha manteve os habituais 69,6% de posse bola e trocou o dobro de passes que os italianos, mas enquanto eles já haviam chutado seis vezes, a Espanha tentou apenas uma finalização. No final do primeiro tempo – como mostram as estatísticas dentro do banco de dados da Opta, líder mundial no registro detalhado dos grandes jogos do futebol internacional – os italianos chegaram a nove chutes enquanto os espanhóis deram apenas dois. No final da segunda etapa, talvez desorientados pela marcação sob pressão italiana, os espanhóis viram sua posse de bola despencar para 52,8% – média bem inferior à dos três jogos da primeira fase, que foi de 69%. Ambas as equipes desperdiçaram muitas chances e conseguiram chutar em direção ao gol apenas cinco vezes nos noventa minutos de jogo. Na prorrogação, a Espanha dominou o jogo, mas voltou a desperdiçar várias chances. A igualdade no placar permaneceu até a sétima série de pênaltis, quando Bonucci cobrou a penalidade à la Roberto Baggio e deu a vitória aos espanhóis.

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(Kalleo Coura, com fotos de Ivan Pacheco, de Fortaleza)