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EUA alertam contra terrorismo nos arredores de Sochi

Para inteligência americana, maior risco de atentados na Rússia durante os Jogos está fora dos locais de competição, em áreas menos protegidas

Os Estados Unidos consideram que a maior ameaça de terrorismo durante a Olimpíada de Inverno não está em um ataque em Sochi, sede dos Jogos que começam nesta sexta-feira, mas em atentados nos arredores da cidade russa – uma área com menos segurança e, portanto, mais vulnerável.

“Acreditamos que o maior perigo na questão do terrorismo está em potenciais ataques fora do exato local dos Jogos, nas áreas em volta de Sochi”, declarou o diretor do Centro Nacional contra o Terrorismo, Matthew G. Olsen, nesta terça-feira, diante de uma Comissão de Inteligência do Congresso. Olsen explicou que as ameaças analisadas pela Inteligência americana têm “diferentes graus de credibilidade” e citou o grupo extremista islâmico Ismarat Kazkaz (Emirado do Cáucaso) como o maior perigo.

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A guerrilha islâmica do Cáucaso e outros grupos radicais vêm ameaçando os Jogos há meses e as mensagens se intensificaram com a proximidade do evento. No fim de dezembro, atentados suicidas de militantes muçulmanos chechenos deixaram 34 mortos em Volgogrado, no sul da Rússia.

Preocupação – “Acho que os locais (de competição) estarão bem. Os russos mobilizaram muitos guardas, bloqueios e armas para garantir a segurança dos locais e formar um anel ao redor dos Jogos”, observou o congressista republicano Mike Rogers, membro da comissão. “Minha preocupação é com o alto grau de comprometimento, não apenas dos chechenos, mas também de pessoas de fora da região (do Cáucaso), que manifestaram a intenção de cometer um ato violento durante os Jogos”, expressou o republicano, que acusou as autoridades russas de não estarem cooperando “100%” com os americanos.

Mais de 230 atletas, 270 treinadores, e uns 10 mil cidadãos americanos são esperados em Sochi por ocasião dos Jogos Olímpicos de Inverno. Apesar das ameaças de grupos terroristas, a Rússia não cogitou um possível adiamento do evento esportivo, que é considerado como o mais caro da história com custo estimado de 50 bilhões de dólares.

(Com agência EFE)