Estado Islâmico forçou menino chamado Messi a mudar de nome

Sequestrada aos três anos no Iraque, criança curda passou a se chamar Hassan por imposição do grupo terrorista, que considerava o nome do argentino 'infiel'

O caso de um garoto curdo de cinco anos chamado Messi, em homenagem ao ídolo do Barcelona, que passou dois anos sequestrado pelo Estado Islâmico chamou a atenção da mídia mundial. Levada junto de sua mãe e sua irmã da cidade de Sinjar, no norte do Iraque, aos três anos, a criança teve seu nome alterado pelo grupo terrorista.

A família foi resgatada em outubro de 2016, e vive em um campo de refugiados controlado por curdos em Dohuk, também em território iraquiano. O pai do garoto foi entrevistado pela emissora local “Kurdistan 24 e afirmou que o Estado Islâmico obrigou a criança a mudar seu nome por considerar que se tratava de uma blasfêmia. Durante o tempo em que passou sequestrado, Messi foi chamado de Hassan.

Traumatizado, o menino agora fala muito pouco, e não responde quando é chamado pelo nome do jogador argentino – consequência da violência a que foi apresentado. Apesar do temor, Messi não tira a camisa do Barcelona, e a usa para jogar bola diariamente com o pai, fanático pela equipe espanhola.

A família do menino faz parte da comunidade dos yazidis. Milhares de integrantes desse grupo foram escravizados ou assassinados durante o ataque à cidade iraquiana de Sinjar, em 2014. Segundo a emissora “Iraqi News”, dados de março deste ano mostram que 2.915 Yazidis foram resgatados, mas mais de 3.500 ainda permanecem sob o domínio do EI.