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Entrada de governo no COL foi um pedido da Fifa, que preferia Rebelo

A nomeação de um representante permanente do governo brasileiro na liderança do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 foi um pedido feito pela própria Fifa em reunião na última terça-feira, em Zurique. Para a entidade, a função deveria ser de Aldo Rebelo, entretanto o ministro dos Esportes indicou o secretário executivo da pasta, Luis Fernandes.

‘Essa não foi uma reivindicação do governo, recebemos o anúncio na reunião que tivemos com o presidente da Fifa, Joseph Blatter’, disse Rebelo, depois de palestra de cerca de uma hora para estudantes universitários em São Paulo, no início da noite desta quinta-feira.’A intenção é ajudar, apoiar. Nossa presença não terá ônus à Fifa, nosso representante não receberá nem salário, nem passagem, nem diária, nem hotel por conta da Fifa. Foi uma decisão no sentido apenas de encaminhar com maior rapidez todas as iniciativas que facilitem a boa realização da Copa’, explicou.

Na prática, a entrada de Luis Fernandes no COL enfraquece ainda mais a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) – abalada recentemente pelas denúncias de corrupção envolvendo o ex-mandatário Ricardo Teixeira, que também nunca teve muito diálogo com a presidente Dilma Roussef – nas decisões relativas ao torneio. Na mesma medida, tal iniciativa dá mais voz ao poder público.

A intervenção mais direta do governo na condução dos preparativos se fez igualmente necessária no Mundial da África do Sul, em 2010. Para Aldo Rebelo, trata-se apenas de ‘uma forma encontrada pelo poder público, que tem uma série de responsabilidades na Copa, para potencializar o papel de todos os agentes interessados na sua realização’.