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Em Viena, Brasil treina para fechar ano traumático em alta

Seleção inicia preparação para amistoso de terça, contra a Áustria, com um só objetivo: encerrar temporada, marcada pela goleada na Copa, com outra vitória

“A imagem que o Brasil deixou na Copa foi muito triste, por isso queremos que a última lembrança deste ano seja positiva”, disse o auxiliar Taffarel

Depois de golear a Turquia na quarta-feira e ganhar uma folga em Istambul na quinta, a seleção brasileira volta ao gramado nesta sexta, em Viena, para iniciar sua preparação para o último compromisso na temporada. Apesar da boa sequência de resultados, o treino para o amistoso da próxima terça, às 16 horas (de Brasília), no Estádio Ernst Happel, contra a Áustria, será levado muito a sério pelo técnico Dunga. A seleção quer conseguir mais uma boa vitória para encerrar em alta um ano que ficará marcado para sempre pelo vexame do time de Luiz Felipe Scolari na Copa do Mundo. A equipe, que viajou de Istambul a Viena em voo fretado, num percurso de cerca de duas horas, está hospedada no luxuoso Hotel Kempinski e fará seu treinamento desta sexta no Estádio Franz Horr, que pertence ao clube Áustria Viena.

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Desde o quarto lugar na Copa e a troca de Felipão por Dunga, a seleção já disputou cinco partidas, vencendo todas: Colômbia, Equador, Argentina, Japão e Turquia. Foram doze gols marcados e nenhum sofrido. A ordem agora é estender a boa série contra a Áustria, mantendo o aproveitamento de 100% desde o Mundial e encerrando o ano com uma sequência positiva, o que ajudaria a amenizar um pouco o mal estar provocado pela participação desastrosa na Copa. Ao contrário do que aconteceu na preparação para o jogo em Istambul, desta vez a seleção terá um bom período de preparação: serão quatro dias de treinos antes do último amistoso de 2014. A intenção dos jogadores e integrantes da comissão técnica de Dunga é muito clara: mesmo num amistoso, o Brasil brigará pela vitória porque não quer deixar uma última má impressão no ano.

“Queremos começar a apagar o que aconteceu na Copa. A imagem que o Brasil deixou foi muito triste, por isso queremos que a última lembrança deste ano seja positiva”, disse o preparador de goleiros da seleção, o tetracampeão mundial Taffarel, um dos homens de confiança de Dunga. Como o Brasil quer vencer o jogo, a tendência é que Dunga deixe as experiências para depois e mantenha a mesma base da partida anterior. O quarteto ofensivo formado por Oscar, Willian, Neymar e Luiz Adriano foi bem, assim como a defesa, com Miranda e David Luiz. Assim como na partida contra os turcos, é provável que os novatos, como Firmino, Fred, Douglas Costa e Casemiro, ganhem a oportunidade de jogar por alguns minutos no segundo tempo. Dunga disse depois do jogo de quarta que seu “leque de opções se abriu”, indicando que aprovou as novidades testadas em função dos problemas enfrentados nesta convocação (conflito com o calendário do futebol nacional e lesões de alguns atletas).

(Com Estadão Conteúdo e agência Gazeta Press)