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Em jogo de 6 gols, Alemanha despacha zebra grega e vai às semifinais da Euro

Gdansk, 22 jun (EFE).- A Alemanha acabou com qualquer chance da Grécia reeditar a zebra de 2004 e eliminou os rivais vencendo por 4 a 2 em partida válida pelas quartas de final da Eurocopa, nesta sexta-feira, em Gdansk, na Polônia.

Os alemães abriram o placar aos 39 minutos do primeiro tempo, em golaço de Lahm. Na etapa complementar, a Grécia se lançou ao ataque e Samaras empatou o jogo aos nove minutos. Os germânicos voltaram a liderar o placar aos 16 do segundo tempo, após outro belo gol, dessa vez marcado por Khedira.

Dado o balde de água fria nos gregos, a Alemanha matou o jogo em seis minutos, com Klose aos 22 minutos e Reus, aos 28, que marcaram o terceiro e o quarto gols, respectivamente. No fim da partida, Salpingidis descontou, de pênalti, para os gregos.

A vitória coloca a Alemanha na rota de dois tradicionais rivais: Inglaterra ou Itália. As duas seleções medirão forças neste domingo, no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, para decidir o último semifinalista da Eurocopa.

A divulgação do onze inicial da Alemanha teve direito a surpresa, já que o técnico Joachim Löw resolveu substituir todo o seu ataque. Saíram Müller, Podolski e o artilheiro Mario Gomez, que deram lugar a Schürrle, Reus e Klose.

Na Grécia, o ataque também apresentava novidades, com escalação do solitário Salpingidis no setor. No lugar do centroavante Gekas, o técnico Fernando Santos optou pela entrada do volante Makos, para tentar neutralizar o setor de meio-campo, força dos alemães.

Desde o início ficava claro que o jogo seria um verdadeiro ataque contra defesa. Os alemães tomaram a bola para si – a ponto de ficar 70% com a bola nos primeiros 45 minutos – e partiram para cima. Em três minutos, Özil perdeu uma grande chance na cara de Sifakis e Klose teve um gol anulado por impedimento.

A pressão continuou forte. Özil mais uma vez, Reus e Klose foram acumulando chances desperdiçadas. Aos 36, foi a vez de Khedira que recebeu bola açucarada na entrada da área. O volante do Real Madrid acertou bom chute, defendido pelo goleiro grego.

Três minutos depois, um baixinho de 1m70 – que se juntou a Jürgen Klinsmann e Thomas Hässler como jogador que mais vestiu a camisa da seleção alemã em Eurocopas – acertou foguete para demolir a retranca grega. Philip Lahm, em sua 13ª partida no torneio continental, recebeu de Özil na esquerda, deixou a defesa grega para trás e acertou chute forte e venenoso para bater Sifakis.

A derrota parcial obrigou a Grécia a sair para o jogo. Por isso, no intervalo, Fernando Santos refez o trio ofensivo, colocando Fotakis e Gekas, este último para fazer companhia a Salpingidis e Samaras. Tzavellas e Ninis deixaram o campo de jogo.

Mesmo com as mudanças, o jogo continuou com o mesmo panorama na segunda etapa. Os alemães trocavam passes na intermediária grega, enquanto os campeões europeus de 2004 buscavam o contra-golpe. Aos sete minutos, um erro de Schweinsteiger foi o alerta. Por muito pouco, Salpingidis não serviu Samaras de calcanhar, colocando o companheiro na cara do gol. Badstuber surgiu para cortar o passe e salvar os alemães.

Dois minutos depois, o desfecho da jogada foi melhor para os gregos, tendo os mesmos protagonistas. Após receber lançamento em profundidade na direita, Salpingidis disparou e cruzou na medida para Samaras, no meio da zaga alemã, se jogar na bola e marcar o gol de empate da Grécia.

O gol não abateu os atuais vice-campeões europeus, que seguiram dominando o jogo. E em mais uma bela trama, aos 16 minutos do segundo tempo, Boateng cruzou na área e Khedira, que havia iniciando a ação ofensiva acertou belo chute de sem-pulo, voltando a colocar os alemães na frente do placar.

Depois de marcar o segundo, a ordem para a Alemanha era evitar uma nova bobeira. Aos 22, o veterano artilheiro Miroslav Klose aproveitou escanteio cobrado da direita por Özil para escorar de cabeça para o fundo das redes, deixando o placar de 3 a 1 mais confortável para ser administrado.

A porteira estava definitivamente aberta e o quarto gol saiu aos 28 minutos, a partir de um lance polêmico. Aparentemente em posição irregular, Klose recebeu na frente e bateu para a defesa de Sifakis, no rebote, Reus apareceu e bateu com violência para estufar as redes gregas.

Nos minutos finais, já com Mario Gomez em campo, no lugar de Klose, a Alemanha seguiu pressionando para buscar ampliar sua marca de melhor ataque da competição, com nove gols marcados, além da busca de fazer o camisa 23 como artilheiro isolado da competição – Gomez entrou em campo com três gols, mesmo número de Dzagoev, Mandzukic e Cristiano Ronaldo.

Aos 42, contudo, foi a Grécia que teve uma grande oportunidade, quando Fotakis finalizou da entrada da área e o árbitro Damir Skomina marcou pênalti pela bola tocada na mão de Boateng. Salpingidis cobrou e descontou mais uma vez, fechando o placar.

Ficha técnica:

Alemanha: Neuer; Boateng, Hummels, Badstuber e Lahm; Khedira, Schweinsteiger e Özil; Schürrle (Müller), Reus (Götze) e Klose (Mario Gomez). Técnico: Joachim Löw.

Grécia: Sifakis; Torossidis, Papastathopoulos, Papadopoulos e Tzavellas (Fotakis); Maniatis, Makos (Liberopoulos), Ninis (Gekas), Katsouranis e Samaras; Salpingidis. Técnico: Fernando Santos.

Arbitragem: Damir Skomina (Eslovênia), auxiliado por seus compatriotas Primoz Arhar e Matej Zunic.

Cartões amarelos: Samaras e Papastathopoulos (Grécia).

Gols: Lahm, Khedira, Klose e Reus (Alemanha); Samaras e Salpingidis (Grécia).

Estádio: Arena Gdansk, em Gdansk (Polônia). EFE