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Em crise, CBF convoca eleições para vice-presidente

Presidente interino Marcus Vicente marcou para o dia 16 o pleito que decidirá o substituto de Marin – que, preso, estourou o limite de 180 dias de afastamento

Em seu primeiro dia como presidente interino da CBF, o deputado federal Marcus Vicente (PP-ES) já assinou seu primeiro edital. No início da tarde desta sexta-feira, a entidade convocou uma eleição para um novo vice-presidente, que ocupará a vaga deixada por José Maria Marin. Apesar de estar detido fora no Brasil desde o final de maio -primeiro em regime fechado, na Suíça, e desde novembro em seu apartamento, em Nova York -, Marin ainda ocupava uma das quatro vice-presidências da CBF. O estatuto da entidade estabelece que o cargo só fica vago após 180 dias de ausência, marca completada pelo dirigente no fim de novembro.

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A eleição está marcada para o dia 16 de dezembro. O colégio eleitoral será formado por 67 membros – os 27 presidentes de federações estaduais e mais os representantes dos 40 clubes que integram as Séries A e B do Campeonato Brasileiro. José Maria Marin ocupava vaga de vice-presidente da região sudeste no mapa geográfico da CBF. Essa divisão, porém, é apenas consensual, já que não consta no estatuto da entidade. Assim, em tese, dirigentes de qualquer estado da federação poderão concorrer à vaga. Para disputar o posto, o candidato precisa ter o apoio por escrito de pelo menos oito federações e mais cinco clubes.

Almoço – Marcus Vicente participou de almoço na sede da CBF nesta sexta-feira já com status de novo presidente. O licenciado Marco Polo Del Nero também esteve presente, assim como dirigentes da maioria das federações estaduais. Presidente da federação catarinense e um dos três vices da entidade no momento, Delfim Peixoto não compareceu ao almoço porque, segundo ele mesmo informou, “não foi convidado”. O dirigente é desafeto público de Del Nero, mas, de acordo com o estatuto da CBF, deve assumir a presidência em caso de renúncia de Del Nero, por ser o vice mais velho da entidade. Licenciado para “poder cuidar de sua defesa”, Del Nero só pode ficar até cinco meses afastado do cargo.

Francisco Novelletto, da federação gaúcha, e José Vanildo, da federação do Rio Grande do Norte, também não participaram por compromissos pessoais. O almoço de confraternização entre os dirigentes estava marcado desde antes dos acontecimentos da última quinta-feira, quando cartolas foram presos em Zurique durante congresso da Fifa, e quando Marco Polo Del Nero foi oficialmente indiciado nos Estados Unidos. Assim como seus antecessores José Maria Marin e Ricardo Teixeira, Del Nero é suspeito de ter recebido milhões de dólares de propinas pagas por empresas parceiras da CBF.

(com Estadão Conteúdo)