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Em clima de ‘Yes, we can’, EUA querem repetir 1º Mundial

Em 1930, no Uruguai, seleção americana derrotou a Bélgica e conseguiu chegar à semifinal. Técnico Klinsmann acredita que 'o céu é o limite' para a sua equipe

“Temos respeito, mas não medo”, disse Klinsmann sobre a Bélgica. “Estamos ansiosos para ficar frente a frente com eles”

Antes da Copa do Mundo, o técnico alemão da seleção americana, Jürgen Klinsmann, foi muito criticado por falar o óbvio – que os Estados Unidos não deveriam vir ao Brasil pensando em conquistar o título, já que essa possibilidade parecia muito remota. Agora, porém, o ex-craque, campeão mundial com sua seleção em 1990, mostra ambição antes da partida decisiva desta terça-feira, na Fonte Nova, em Salvador, contra a Bélgica, valendo uma vaga nas quartas de final da competição. Depois de avançar em um grupo muito difícil, superando Gana e Portugal, a equipe americana acredita que seguir até a próxima fase é uma meta absolutamente realista. “O céu é o limite. Nós queremos um desafio depois do outro”, disse o treinador na véspera do duelo com os belgas. Animado com a euforia que cerca a campanha americana no Mundial (os jogos têm atraído uma audiência televisiva inédita e são vistos por milhares de pessoas em parques e praças), Klinsmann não teme a pressão da fase eliminatória. “Estamos todos muito empolgados. É uma fase do torneio em que a dinâmica é completamente diferente da fase de grupos, e isso nos motiva. Saímos de um grupo muito difícil e estamos com fome de vitórias.”

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O técnico alemão elogia o adversário desta terça, que tem 100% de aproveitamento na Copa (contra só uma vitória, um empate e uma derrota de seu time), mas avisa: “Temos respeito, mas não medo deles. Será uma partida interessante, uma oportunidade incrível, e não queremos esperar mais quatro anos para atingir as quartas de final. Queremos isso já. Estamos ansiosos para ficar cara a cara com os adversários desta terça”. Além da melhor campanha no torneio e do maior número de jogadores com experiência internacional, os belgas levam vantagem no retrospecto do confronto, com quatro vitórias e apenas uma derrota. O último encontro foi no ano passado, e os europeus venceram por 4 a 2, em amistoso disputado em Cleveland. Mas a única vitória americana aconteceu justamente na Copa, e numa edição disputada na América do Sul: em 1930, os EUA bateram a Bélgica por 3 a 0, em Montevidéu, e seguiram adiante rumo à melhor campanha do país na história dos Mundiais, um terceiro lugar. Para Klinsmann, o alemão pragmático que agora decidiu �sonhar alto, é hora de reeditar essas antigas façanhas.