Daniel Dias chega a 21 medalhas e Brasil alcança melhor campanha

Maior atleta paralímpico do país conquistou prata no revezamento 4x100 metros. Brasil chegou a 48 medalhas, mas terá dificuldade para atingir meta de top 5

O Brasil alcançou na noite desta quarta-feira sua melhor campanha em Paralimpídas com a ajuda de seu maior atleta paralímpico. O nadador Daniel Dias conquistou sua sexta medalha na Rio-2016 e a 21ª da carreira ao vencer, ao conquistar a prata do revezamento 4×100 livres de 34 pontos (em que competem atletas com diferentes graus de deficiência), ao lado de André Brasil, Ruiter Silva e Phelipe Rodrigues. Com a conquista, o Brasil chegou a 48 medalhas nesta edição dos Jogos, superando os 47 de Pequim-2008.

O Brasil entrou com a estratégia de abrir o revezamento com Daniel Dias, da classe S5 (com maior grau de deficiência motora) e, como esperado, o ídolo da natação nacional terminou atrás de todos os outros concorrentes. Em seguida, porém, teve início à recuperação. Primeiro com André Brasil, que fez a parcial de 50.89 (a melhor do Brasil na prova).

Leia também:
Está por dentro da Paralimpíada? Faça o teste
André Brasil: ‘Era o último a ser escolhido no futebol’
Conheça melhor Daniel Martins, o Neymar do atletismo paralímpico

Na sequência, Ruiter Silva também foi bem e colocou a equipe brasileira na briga por medalha. E coube a Phelipe Rodrigues encerrar o revezamento e deixar o Brasil na segunda posição, à frente da China e atrás apenas da Ucrânia.

Mais cedo, Carlos Farrenberg conquistou a primeira medalha do Brasil na natação no dia. O atleta paulistano conseguiu o tempo de 24s17 nos 50 metros livre e foi superado apenas pelo bielo-russo Ihar Boki, que bateu o recorde paralímpico da prova, com 23s44. Quem completou o pódio foi Muzaffar Tursunkhujaev, do Usbequistão.

Metas – O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) trabalha com a meta de terminar entre os cinco melhores da Olimpíada. Com as 48 medalhas já conquistadas (10 de ouro, 24 de prata e 14 de bronze), o país ocupa no momento a sexta colocação – uma medalha de ouro a mais lhe daria o quinto lugar, ultrapassando a Austrália.  Faltando apenas quatro dias para o fim dos Jogos, ao Brasil dependerá de um aproveitamento muito bom até este domingo, provavelmente com a conquista de mais de um ouro por dia.

Nesta quarta-feira, pela primeira vez o Brasil não subiu ao lugar mais alto do pódio nesta edição – ganhou três pratas e dois bronzes. Diferentemente da Olimpíada, quando o Comitê Olímpico do Brasil definiu que iria considerar o número total de medalhas, na Paralimpíada o CPB estimulou a sua meta a partir da contagem tradicional, que leva em conta o número de ouros.

A previsão inicial era de que o Brasil precisasse subir ao lugar mais alto do pódio 31 vezes para se garantir no quinto posto, mas o número deve baixar. Caso se mantenha, é improvável que o país alcance a meta, já que, em quatro dias, teria que dobrar o aproveitamento alcançado em uma semana de disputas.

As maiores esperanças de ouro estão sobre as modalidades coletivas – o futebol de 5, por exemplo, é favorito. Nas individuais, as apostas recaem na natação e no atletismo, que deram nove das 10 medalhas de ouro para o país até aqui. Mas o aproveitamento do Brasil nas duas modalidades, especialmente nas piscinas, também está aquém do esperado.

(com Estadão Conteúdo)