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Corinthians pretende reduzir salário de Emerson pela metade

Renovação do atacante de 36 anos gera divergências na diretoria

Apesar da liderança isolada do Brasileirão após duas rodadas, o Corinthians vive grave crise financeira e precisa reduzir drasticamente a sua folha salarial no segundo semestre. Uma das primeiras vítimas deve ser o atacante Emerson Sheik. Seu contrato se encerra em 31 de julho e, para renovar, o atacante deverá aceitar uma redução de salário significativa: a ideia do Corinthians é oferecer no máximo 250.000 reais, metade do que Emerson recebe atualmente.

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O tempo de um novo contrato ainda não foi discutido e já gera divergências dentro do clube. Emerson tem 36 anos e há dirigentes que acreditam que o Corinthians não deve propor um novo vínculo ao herói do título da Libertadores de 2012. A rejeição de Emerson dentro do clube aumentou por causa das suspensões sofridas em 2015: ele não participou da semifinal do Paulistão vencida pelo Palmeiras por acúmulo de cartões amarelos e levou um gancho de três partidas pela expulsão contra o São Paulo na Libertadores – desfalcou o time nas partidas contra o Guaraní, do Paraguai.

Os que defendem a permanência do jogador, desde que com salário mais baixo, avaliam que o atacante ainda pode ser útil no Campeonato Brasileiro, já que o jovem Malcom servirá a seleção brasileira Sub-20 e Paolo Guerrero, que ainda tem situação indefinida, disputará a Copa América pelo Peru. As outras opções para o setor – Vagner Love, Luciano e Ángel Romero – não emplacaram.

(com Estadão Conteúdo)