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Cielo quer se superar no Maria Lenk para brilhar em Londres

O nadador brasileiro César Cielo participa nesta semana na disputa do Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro, com o objetivo de melhorar suas marcas pessoais nos 50m e nos 100m nado livre e mostrar para seus rivais que chegará com tudo nas Olimpíadas de Londres-2012.

“Quero fazer o melhor tempo da minha vida, sem o uso dos maiôs tecnológicos. Assim, vou conseguir estudar mais a minha prova e tentar tirar mais alguns centésimos. Prefiro superar estas marcas aqui agora do que deixar tudo para Londres. Não faço isso para impressionar os outros, mas para ganhar mais confiança em mim mesmo”, afirmou.

Detentor dos recordes mundiais das duas distâncias com os maiôs tecnológicos (20.91 centésimos nos 50m e 46.91 no 100m), Cielo tem como melhores marcas pessoais 21.52 nos 50m e 47.84 nos 100m desde que estes trajes foram banidos do esporte.

No momento, o brasileiro tem apenas a terceira melhor marca da temporada no 50m (21.85), 11 centésimos a mais que o jovem australiano James Magnussen (21.74), que também conseguiu o melhor tempo dos 100m livre (47.10, contra 48.60 de Cielo).

“Nos 100 livre, ele impressionou. Os australianos já tiveram a seletiva deles, mas enquanto isso continuamos treinando forte, vamos ver o que vai sair aqui no Maria Lenk”, explicou.

Cielo disse não prestar muita atenção nas provocações do rival, que declarou recentemente: “Quero ser o homem mais rápido da história. Preparem-se”. O brasileiro prefere responder na piscina.

“Ele fala muito porque a imprensa está em cima dele, já que a natação é o esporte número 1 na Austrália. Ele é um cara novo e vem falando muito, se isso faz bem a ele não tem problema algum. Para mim, o importante é treinar forte todo dia e nadar mais rápido para ganhar mais confiança.”

Apesar das expectativas em torno dele desde que conquistou o ouro nos 50m livre e o bronze nos 100m em Pequim, o brasileiro se mostra bastante serenidade, a pouco menos de cem dias dos Jogos de Londres-2012.

“Acho que a pressão continua a mesma. É uma pressão minha, interna, que me coloco para tentar superar minhas próprias metas. O favoritismo não é uma coisa que me incomoda muito. Procuro sempre fazer meu melhor e sei que meu melhor pode render uma medalha de ouro”, assegura.

Ao invés de se preocupar com Magnussen, o brasileiro prefere se espelhar nos heróis do passado.

“Quero ser bicampeão olímpico para continuar nos passos dos meus ídolos, Alexander Popov (nadador russo que venceu o ouro na distância em Barcelona 1992 e Atlanta-1996) e Gary Hall (britânico que fez o mesmo em Sydney-2000 e Atenas-2004), assim, poderia ser o próximo da lista, seria uma meta muito legal de ser atingida”, espera.

“Nos 100 livre, vou fazer de tudo para vencer a prova também, mas a situação está mais difícil. Se tudo der certo, acho que é possível conquistar os dois ouros, mas a minha meta é mais repetir o que fiz em Pequim: duas medalhas, o ouro no 50m e vamos ver o que vai dar nos 100m”, completou.