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Caso de meia da seleção palestina em greve de fome chama a atenção da Fifa

Jerusalém, 12 jun (EFE).- O Centro Palestino para os Direitos Humanos fez apelo à Fifa para que a entidade intervenha para salvar o jogador da seleção palestina Mahmoud Sarsak, que está em greve de fome em uma prisão israelense há 86 dias.

Conforme divulgou em comunicado, a ONG palestina pediu que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, adote medidas urgentes para preservar a integridade do atleta.

‘Imploramos que sejam empregados todos os meios a seu alcance, inclusive se dirigir as autoridades israelenses, a fim de salvar a vida de Sarsak e poder ajudá-lo a retornar aos campos de futebol’, diz carta escrita por Raji Sourani, diretor do Centro Palestino para os Direitos Humanos.

O jogador, meia da seleção palestina, tem 25 anos e é natural de Gaza. Ele se tornou uma grande promessa ao ser incorporado ao time local do campo de refugiados de Rafah, no sul da faixa.

No dia 22 de julho de 2009, ele foi detido pelo Exército israelense, quando viajava da Faixa de Gaza para a Cisjordânia, aonde iria se juntar ao elenco de uma equipe local.

O jogador foi detido sob a chamada ‘lei de combatentes ilegais’, que segundo o Centro é utilizada desde 2005 para prender os residentes em Gaza. Desde o dia 19 de março, Sarsak optou pela greve de fome, em protesto pela sua detenção e pelas condições na prisão, entre elas não poder receber visitas de familiares.

O advogado do atleta, Mohammed Jabarein, declarou a agência de notícias palestina ‘Ma’an’, que Sarsak tem tomado apenas leite nos últimos dias, para não morrer. Na próxima quinta-feira, a Corte Suprema israelense vai revisar seu caso.

Ainda nesta terça-feira a Fifa divulgou que fez um pedido à Federação Israelense de Futebol, para que chame a atenção das autoridades do país para assegurar a integridade física de todos os jogadores palestinos detidos, além de cobrar que eles passem por um processo justo.

A Fifa indicou que sua preocupação é devido aos relatórios recebidos sobre a detenção de vários jogadores, que configuraria aparente violação de sua integridade e seus direitos humanos. EFE