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Bola de Ouro da Fifa tem Neymar como azarão e brasileiro cotado para o Puskás

Lionel Messi deve superar o brasileiro e o rival Cristiano Ronaldo e faturar o prêmio pela quinta vez. Escândalos na Fifa mancham a festa de gala em Zurique

Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi

Neymar, Cristiano Ronaldo e Messi (VEJA)

O melhor jogador do mundo em 2015 será conhecido na tarde desta segunda-feira em cerimônia em Zurique, na Suíça, a partir das 15h30 (de Brasília). Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, que dominaram a Bola de Ouro da Fifa nos últimos sete anos, terão desta vez a concorrência de Neymar. O atacante brasileiro do Barcelona corre por fora na disputa – o prêmio deve ficar com o colega argentino pela quinta vez -, mas já se contentaria com o segundo lugar em sua primeira participação entre os finalistas. A festa de gala do futebol mundial terá ainda outro brasileiro concorrendo: Wendell Lira, atacante do Vila Nova-GO, disputa o prêmio Puskás, dedicado ao autor do gol mais bonito do ano. O site de VEJA transmitirá a Bola de Ouro no programa Papo de Esporte de TVEJA, a partir das 16h.

Vencedor nos últimos dois anos, o tricampeão Cristiano Ronaldo prometeu na edição passada que tentaria alcançar Messi como o maior ganhador da premiação. O camisa 10 do Barcelona, no entanto, teve um ano espetacular e deve ampliar a vantagem na Bola de Ouro para 5 a 3. O português foi quem mais marcou gols no ano – 57, contra 49 de Messi e 45 de Neymar – mas os cinco títulos do Barcelona (liga espanhola, Copa do Rei, Liga dos Campeões, Supercopa da Europa e Mundial de Clubes), contra um ano zerado do Real Madrid pesam muito a favor de Messi e Neymar.

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Junto com o uruguaio Luis Suárez, os dois foram decisivos nas conquistas do Barça, sempre com maior protagonismo para o craque argentino. Messi marcou 43 gols em 38 jogos pelo Campeonato Espanhol de 2014-2015, além de ter dado 18 assistências, e ter terminado como artilheiro da Liga dos Campeões com 10 gols, empatado justamente com Neymar e Cristiano.

O brasileiro seria o favorito à Bola de Ouro se contasse apenas o desempenho do segundo semestre, quando Messi esteve machucado em boa parte, e Neymar assumiu o protagonismo no Barça e se confirmou como um craque incontestável. O atacante de 23 anos não deve ficar com o prêmio nesta temporada, mas já é visto como sucessor natural de Messi e Cristiano e sonha em igualar os brasileiros campeões do prêmio – Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Kaká – em um futuro próximo.

Outros prêmios – O Brasil terá uma outra chance de ter um campeão na festa de gala, mas novamente Messi aparece como principal concorrente. Wendell Lira, atacante de 27 anos que atualmente defende o Vila Nova, concorre ao prêmio Puskás por um golaço de voleio marcado quando defendia o Goianésia, diante do Atlético-GO, pelo Campeonato Estadual. O tento do brasileiro concorrerá com o gol de Messi diante do Athletic Bilbao na final da Copa do Rei e com o chutaço de mais de 40 metros do italiano Alessandro Florenzi, da Roma, diante do Barcelona.

Luis Enrique, do Barcelona, é o favorito à disputa de melhor técnico do ano e terá como concorrentes Pep Guardiola, do Bayern de Munique, e o argentino Jorge Sampaoli, da seleção chilena. Os dois treinadores espanhóis confirmaram previamente que não participarão da festa. As candidatas à Bola de Ouro feminina são a americana Carly Lloyd, a japonesa Aya Miyama e alemã Celia Sasic. É a primeira vez em dez anos que a brasileira Marta, cinco vezes campeã, fica de fora da premiação. Entre os treinadores do futebol para mulheres, os concorrentes são Jil Ellis (seleção americana), Mark Sampson (seleção inglesa) e Norio Sasaki (seleção japonesa).

Wendell Lira

Único brasileiro na lista, o atacante que atuava pelo Goianésia E.C. fez o golaço na partida contra o Atlético Goianiense. Hoje, Wendell atua pelo Vila Nova, de Goiás

Lionel Messi

O camisa 10 do Barcelona anotou o belo gol contra o Athletic Bilbao

Alessandro Florenzi

O meio-campista da Roma acertou o chute do meio de campo contra o Barcelona

Escândalos – A cerimônia também ficará marcada como a primeira desde a maior crise da história da Fifa. Joseph Blatter, anfitrião do evento desde que a entidade se uniu em 2010 à revista francesa France Football para entregar um só prêmio ao melhor jogador do ano, sequer poderá pisar no Palácio do Congresso de Zurique, já que sua punição de oito anos por corrupção, imposta pela própria Fifa, não permite.

Em plena crise e sem credibilidade, a Fifa anunciou há alguns dias que não entregará o tradicional prêmio em que Blatter distinguia anualmente uma pessoa ou instituição por promover o crescimento do futebol no mundo. Mais de 40 dirigentes estão indiciados, presos, em fuga ou afastados.

(da redação)