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Boa explica contratação do goleiro Bruno: ‘Obrigação social’

Clube mineiro, que teve site hackeado e perdeu patrocinador, soltou nota no Facebook assinada por seu presidente

Alvo de uma enxurrada de críticas por ter contratado o goleiro Bruno, liberado pelo Superior Tribunal Federal (STF) enquanto aguarda o julgamento de um recurso, o Boa Esporte Clube (MG) soltou nota oficial neste domingo para explicar a decisão. O clube de Varginha, que já perdeu um patrocinador desde o anúncio do reforço, na sexta-feira à noite, argumenta que está cumprindo seu papel social.

Bruno estava preso desde 2010, acusado pelo assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio. Em 2013, ele foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver, mas, como não teve seu recurso julgado desde então, conseguiu sua liberdade provisória no dia 24 de fevereiro, por decisão do ministro do Marco Aurélio Mello, do STF.

Para explicar sua decisão, o Boa lembrou que é “reconhecido nacionalmente” e que é o atual campeão da Série C do Campeonato Brasileiro. Em um texto repleto de erros ortográficos, argumenta que Bruno, uma vez colocado em liberdade, merece nova oportunidade profissional.

Em nota assinada pelo presidente Rone Moraes da Costa e publicada no Facebook – o site do clube foi hackeado neste domingo -, o Boa lembra que “a regra legal brasileira é a que todos, inclusive os criminosos mais perigosos, sejam submetidos a um julgamento honesto, imparcial e que a lei seja o fundamento da punição”.

“Quando pensamos na aplicação da lei, certo ou não, suficiente o bastante ou não, justa o suficiente para o caso ou não, o que não podemos deixar de entender é determinado pelo cumprimento da lei. As consequências do erro humano possuem fundamentos de pena corporal. A lei dos homens indica a aplicação de penas variáveis de acordo de uma série de crenças, costumes e ideologias”, argumenta o Boa.

“O tão procurado estado democrático de direito, a sociedade justa e fiel, a vida em sociedade, segundo critérios civilizados indicam de longa data que o criminoso colocado em liberdade deve ter atenção do estado, atenção suficiente para que possa restabelecer uma vida em sociedade. E ninguém pode negar que não existe vida em sociedade mais digna vida no trabalho. Quem nunca ouviu: ‘O trabalho dignifica o homem’? Antes de mais nada, legalmente, faz parte da obrigação social da empresa, da sociedade em cooperar com a recuperação de um ser humano. Aqui não se condena a morte ou prisão perpétua. Enquanto isso não refletir a regra legal, a regra é que o egresso, o criminoso colocado em liberdade, possa obter meios de viver em sociedade, trabalhando e procurando dignidade em sua vida”, continua.

O Boa questiona: “Onde estaria a contribuição de uma empresa esportiva quando cumpre a lei?”. E conclui: “Diante desses argumentos podemos afirmar que o Boa não foi o responsável pela soltura e liberdade do atleta Bruno, mas o clube e sua equipe, enquanto empresa e representada por seres humanos, dotada de justiça e legalidade, podem dizer que tentam fazer justiça ajudando um ser humano. Mais, cumprem a legalidade dando trabalho a quem pretende se recuperar. O Boa Esporte Clube não esta cometendo nenhum crime conforme a legislação Brasileira e perante a lei de Deus”.

(com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Boa Esporte é péssimo exemplo pois estimula a impunidade. Esrtamos falando de um crime horrendo que ultrapassa os limites da humanidade e o criminoso Bruno tinha que ficar para sempre na prisão e nos EUA poderia ser até condenado à morte.

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  2. Por falar em obrigação social, o Bruno podia revelar onde está o corpo de Elisa…

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  3. Qke o s di ri g e n tes do Boa, te nh am a me sma t ra gé dia em se us l are s,c o m sua s fi l h a s…Assi ,po d e rao fAzer m a is f ilantr pia.

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  4. Mas como falar em ressocialização se ele ainda nem pagou a pena e está livre para recorrer em liberdade devido à essa nossa absurda legislação penal. Recorrer é direito de qualquer criminoso mas isso deve ser feito com ele preso. Quanto aos responsáveis por sua contratação, pelo ato, não me parecem pessoas de fino trato.

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