Blatter aceita participar de audiência no Senado brasileiro

O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, aceitou participar de uma audiência no Senado brasileiro, uma semana após parlamentares terem se recusado a receber o secretário-geral da entidade, o francês Jérôme Valcke, informou nesta terça-feira o senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Requião, presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, anunciou nesta terça-feira durante uma reunião com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, que tinha recebido uma carta na qual Blatter aceitava o convite de participar desta audiência.

O senador também afirmou o projeto da Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 será votado apenas depois da visita do presidente da Fifa.

Há uma semana, a Fifa tinha sugerido que Valcke participasse da audiência no lugar de Blatter, o que foi recusado pelos senadores, devido às declarações polêmicas do secretário-geral da entidade, que no dia 2 de março tinha afirmado que o Brasil “precisava levar um chute no traseiro” para acelerar os preparativos da Copa.

Após ter pedido num primeiro momento para que o secretário-geral perdesse o papel de interlocutor com o governo, Aldo Rebelo acabou encerrando a controvérsia ao aceitar o pedido de desculpas oficial da Fifa.

Nesta terça-feira,o ministro declarou diante dos senadores que a polêmica com a Fifa já tinha acabado e pediu para “não alimentar” o conflito com Valcke.

“A Fifa já pediu desculpas, temos que superar este episódio, seguir adiante e cumprir o nosso cronograma”, afirmou Rebelo, que garantiu que “não há nenhum atraso significativo” nas obras dos estádios das 12 cidades-sede da Copa.

As relações entre o Brasil e a entidade voltaram a ter um tom de cordialidade após o encontro entre Blatter e a presidente Dilma Rousseff, no dia 16 de março.

A Fifa, que tem como patrocinador uma marca de cerveja, exige que o congresso brasileiro aprove a Lei Geral da Copa, que tem entre seus pontos mais polêmicos a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios.

A lei já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mais ainda precisa ser votada pelo senado.