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Astros da NBA não são fundamentais para Seleção, diz Magnano

A menos de um mês da divulgação oficial da lista para os Jogos Olímpicos de Londres-2012, as possíveis convocações de Nenê (Washington Wizards) e Leandrinho (Indiana Pacers) causam grande expectativa. Questionado se considera os jogadores fundamentais, o técnico Rubén Magnano negou.

‘Eu jamais uso o termo ‘fundamentais’. A única coisa fundamental é a equipe, que os jogadores atuem e joguem como equipe. Não há nomes próprios acima da equipe. São jogadores muito importantes, que estão jogando em um nível muito importante, mas não são fundamentais’, disse Magnano ao Sportv.

Diferentemente de Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers), cortado por lesão, e Tiago Splitter (San Antonio Spurs), Nenê e Leandrinho recusaram a convocação para o Pré-olímpico de Mar del Plata-2011. Magnano procurou valorizar os atletas que aceitaram o chamado, mas deu a entender que pode chamar os astros da NBA.

‘Não temos que ficar pensando em caras que não vêm para uma convocação. Quero dar méritos e falar das pessoas que ficam na Seleção. Mas não podemos esquecer a qualidade desses jogadores. Uma coisa importante para todas as pessoas envolvidas na Seleção é que tenham uma alta capacidade de aceitação’, declarou.

Uma vez na Seleção Brasileira, os astros da NBA precisariam se colocar no mesmo nível dos demais e jogar em equipe, diz Magnano. ‘Quando um grupo tem capacidade de aceitação, cresce como equipe e é isso que eu quero. Se você tem atletas de alto nível e com humildade suficiente para ter capacidade de aceitação, bem vindo sejam’, declarou.

Carlos Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), se antecipou e chegou a confirmar a presença de Nenê e Leandrinho na lista de convocados para os Jogos Olímpicos. No entanto, a convocação oficial será divulgada apenas no próximo dia 17 de maio, em São Paulo.

‘Eles ainda não foram convocados’, pontuou Magnano. ‘Quando você tem um atleta com comprometimento e qualidade, se ele coloca isso a serviço da equipe, bem vindo seja. Para isso, precisamos de inteligência emocional. Quando o cara é inteligente emocionalmente, ele vai poder jogar por 1 minuto ou 40 minutos a serviço da Seleção’, reiterou.

O argentino explicou que não costuma conversar constantemente com os jogadores para não atrapalhá-los em seus respectivos clubes e avisou que, além de observar a trajetória dos atletas nas equipes, valoriza de forma especial o comportamento de cada um dentro da Seleção em convocações anteriores.

‘Uma coisa que já me aconteceu frequentemente como técnico de seleção é que muitas vezes o jogador tem uma maneira de atuar no clube e depois, quando começa o trabalho na seleção, muda totalmente, para melhor e para pior. Gosto de ver os atletas treinando comigo, pessoalmente’, encerrou.