Após 5 anos, Mundial fica mais caro – e pesa no seu bolso

Desde outubro de 2007, custo de estádios triplicou (e gasto privado sumiu)

Passados cinco anos, a Copa do investimento privado é, mais que nunca, a Copa do gasto de dinheiro público

A escolha do Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014 completa exatos cinco anos nesta terça-feira. Em 30 de outubro de 2007, a Fifa confirmou que o Mundial aconteceria no país, que era candidato único na ocasião. O então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, prometia transformar o evento numa oportunidade de ouro para o Brasil. Conforme o discurso do cartola, o Brasil ganharia mais de uma dezena de arenas modernas gastando muito pouco dinheiro público – Teixeira garantia que os estádios seriam construídos ou reformados com investimentos privados. Também afirmava que o setor de infraestrutura seria muito beneficiado, com grandes obras nos aeroportos e na área de transporte público. Desde então, o chefão da CBF caiu – assim como as promessas que acompanharam a escolha do Brasil pela Fifa.

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as novidades de infraestrutura prometidas para 2014 custam a sair do papel.

o VLT de Brasília, que chegou a ser incluído na lista oficial de obras, foi cancelado

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