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  SÉRIE ESPECIAL



 
Índice
Entrevista
Winston Churchill
A derrota do nazismo
A morte dos ditadores
A festa da vitória
O Japão ainda resiste
Veja essa
Frases, números, ilustrações
Gente
Leni Riefenstahl
Ernie Pyle
Jack Dempsey
Albert Göring
Knut Hamsun
Ponto de vista
George Orwell
Ilustração
A morte de Hitler

 
Setembro de 1939
Alemanha invade a Polônia
Junho de 1940
A queda da França
Junho de 1941
O ataque à Rússia
Dezembro de 1941
Pearl Harbor
Fevereiro de 1943
Cerco de Stalingrado
Setembro de 1943
Rendição da Itália
Junho de 1944
O Dia D
Fevereiro de 1945
O Holocausto
Agosto de 1945
O fim da guerra

Edição especial
O Brasil na guerra
 VEJA, Maio de 1945
Guerra no Oriente não cessa - Japoneses vendem caro
a conquista da ilha de Okinawa - Resistência nipônica
faz norte-americanos repensarem invasão de Tóquio e arredores - Bomba atômica pode ser opção dos EUA
Fanatismo nipônico: piloto camicase ataca o 'USS Missouri' em sangrenta luta no Pacífico

s Aliados bem que tentaram fazer barba e cabelo ainda neste primeiro semestre, com os Estados Unidos atacando no raiar de abril a ilha de Okinawa - base aérea vital para a invasão da ínsula principal do Japão, até então tida como iminente. Entretanto, apesar da capital do território, Naha, ter sido tomada em 27 de maio, a batalha contra os nipônicos continua, pedregosa e traiçoeira, sem que o inimigo nem sequer acene com a rendição. O recado japonês dispensa tradutores: Tóquio está longe de capitular, o que significa mais sangue nas caudalosas águas do Pacífico.

Iniciada em 1º de abril, a Operação Okinawa é a mais cara e complexa já engendrada na guerra no Oriente - sua magnitude a coloca como uma versão oriental da Operação Overlord. Mais de 1 milhão de soldados americanos, escudados por cerca de 1.000 navios de guerra, atiraram-se na captura da ilha de 60 quilômetros de comprimento, localizada a 560 quilômetros ao Sul do maior torrão do território nipônico. A defesa japonesa está sendo composta por mais de 70.000 soldados do 32º Exército, comandados pelo tenente-general Ushijima Mitsuru, e mais de 20.000 milicianos - incluindo até crianças locais.

Apesar do Norte da ilha já estar dominado e a capital Naha ter caído - de acordo com relatos dos marines dos Estados Unidos - , os homens leais a Ushijima têm conseguido bloquear a investida norte-americana em Shuri, na posição crucial na linha meridional de defesa nipônica. Isso dificulta, ao menos temporariamente, as tentativas americanas de colocar seus pés em Tóquio e arredores - onde se espera uma resistência fanática, apesar da estrutura precária das Forças Armadas Japonesas, castigadas por pesados bombardeios desde março deste ano.

Em um deles, no dia 26 de maio, Hiroito e a família imperial japonesa escaparam por um fio das chamas iniciadas pelas bombas despejadas por B-29s. Em resposta a esse e a raids como o de Yokohama - que destruiu, em 29 de maio, 85% do porto local - , os nipônicos têm lançado mão de ataques camicases em massa às guarnições americanas em Okinawa e a outros pontos estratégicos, provocando estragos notáveis aos navios e aviões dos Estados Unidos.
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Trunfo americano - Um fator, contudo, pode fazer a balança pender para os Aliados. Há rumores de que o Projeto Manhattan, empreitada de 2 bilhões de dólares do governo norte-americano para construir uma bomba atômica, começa a chegar a seu final. Sabe-se que o presidente Franklin Roosevelt, morto no último dia 12 de abril, ordenou que o artefato fosse usado tão logo estivesse pronto. Seu substituto, Harry Truman, tem plena consciência de que a Alemanha - grande alvo da poderosa arma à época de sua concepção - não é mais uma ameaça. Poderá ela agora transformar-se no trunfo americano contra a chama do fanatismo nipônico?
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Fita de propaganda dos EUA sobre o Japão
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Cenas do imperador Hiroíto e de seus súditos
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Teatro japonês com peça de temática bélica
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Imagens da sociedade e economia do Japão
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