Guerra no Oriente não
cessa - Japoneses vendem caro a conquista da ilha de Okinawa - Resistência
nipônica faz norte-americanos repensarem invasão de Tóquio
e arredores - Bomba atômica pode ser opção dos EUA
Fanatismo nipônico: piloto camicase ataca o
'USS Missouri' em sangrenta luta no Pacífico
s Aliados bem que tentaram fazer barba e cabelo ainda neste primeiro semestre,
com os Estados Unidos atacando no raiar de abril a ilha de Okinawa - base
aérea vital para a invasão da ínsula principal do Japão,
até então tida como iminente. Entretanto, apesar da capital do território,
Naha, ter sido tomada em 27 de maio, a batalha contra os nipônicos continua,
pedregosa e traiçoeira, sem que o inimigo nem sequer acene com a rendição.
O recado japonês dispensa tradutores: Tóquio está longe de
capitular, o que significa mais sangue nas caudalosas águas do Pacífico.
Iniciada em 1º de abril, a Operação Okinawa é a
mais cara e complexa já engendrada na guerra no Oriente - sua magnitude
a coloca como uma versão oriental da Operação Overlord. Mais
de 1 milhão de soldados americanos, escudados por cerca de 1.000 navios
de guerra, atiraram-se na captura da ilha de 60 quilômetros de comprimento,
localizada a 560 quilômetros ao Sul do maior torrão do território
nipônico. A defesa japonesa está sendo composta por mais de 70.000
soldados do 32º Exército, comandados pelo tenente-general Ushijima
Mitsuru, e mais de 20.000 milicianos - incluindo até crianças
locais.
Apesar do Norte da ilha já estar dominado e a capital
Naha ter caído - de acordo com relatos dos marines dos Estados
Unidos - , os homens leais a Ushijima têm conseguido bloquear a investida
norte-americana em Shuri, na posição crucial na linha meridional
de defesa nipônica. Isso dificulta, ao menos temporariamente, as tentativas
americanas de colocar seus pés em Tóquio e arredores - onde
se espera uma resistência fanática, apesar da estrutura precária
das Forças Armadas Japonesas, castigadas por pesados bombardeios desde
março deste ano.
Em um deles, no dia 26 de maio, Hiroito e a família
imperial japonesa escaparam por um fio das chamas iniciadas pelas bombas despejadas
por B-29s. Em resposta a esse e a raids como o de Yokohama - que destruiu,
em 29 de maio, 85% do porto local - , os nipônicos têm lançado
mão de ataques camicases em massa às guarnições americanas
em Okinawa e a outros pontos estratégicos, provocando estragos notáveis
aos navios e aviões dos Estados Unidos.
...
Trunfo americano - Um fator,
contudo, pode fazer a balança pender para os Aliados. Há rumores
de que o Projeto Manhattan, empreitada de 2 bilhões de dólares do
governo norte-americano para construir uma bomba atômica, começa
a chegar a seu final. Sabe-se que o presidente Franklin Roosevelt, morto no último
dia 12 de abril, ordenou que o artefato fosse usado tão logo estivesse
pronto. Seu substituto, Harry Truman, tem plena consciência de que a Alemanha
- grande alvo da poderosa arma à época de sua concepção
- não é mais uma ameaça. Poderá ela agora transformar-se
no trunfo americano contra a chama do fanatismo nipônico?
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Fita
de propaganda dos EUA sobre o Japão Baixar
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Cenas
do imperador Hiroíto e de seus súditos Baixar
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Teatro
japonês com peça de temática bélica Baixar
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Imagens
da sociedade e economia do Japão Baixar
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